Lentes com proteção para luz azul: saiba se realmente valem a pena para seus olhos
Entenda o que dizem os especialistas sobre os benefícios e limitações das lentes contra luz azul das telas
Com o aumento do uso de dispositivos eletrônicos, como smartphones, computadores e tablets, cresce também a preocupação com a exposição à luz azul emitida por essas telas. Muitas pessoas têm optado por lentes com proteção contra a luz azul, mas será que elas são realmente eficazes? Para esclarecer essa dúvida, trazemos informações baseadas em dados da assessoria de imprensa e opiniões de especialistas da área oftalmológica.
A luz azul é uma radiação visível de alta energia, com comprimento de onda entre 440 e 485 nanômetros. Ela está presente naturalmente na luz solar, mas também é emitida artificialmente por fontes de LED, muito comuns em telas digitais. Apesar do receio popular, estudos científicos não comprovaram que a luz azul das telas cause danos à retina, mesmo com uso prolongado.
Segundo o vice-presidente da Sociedade Goiana de Oftalmologia (SGO), Leiser Franco, “estudos demonstraram uma evidência fraca para prevenção de fadiga ocular” com o uso das lentes que filtram a luz azul, e “não demonstraram prevenir doenças da retina”. No entanto, ele destaca que essas lentes podem proporcionar maior conforto subjetivo durante o uso prolongado de telas, ajudando a reduzir o ofuscamento e a dispersão da luz, além de melhorar o contraste visual. Muitos pacientes relatam sentir menos cansaço ocular ao utilizá-las.
O especialista também ressalta que a maior parte da luz azul que recebemos vem do sol, e não das telas. Entre os possíveis efeitos negativos da luz azul estão a fadiga ocular, associada ao olho seco e à diminuição do piscar, além do impacto no ritmo circadiano, que pode prejudicar a qualidade do sono. Outros desconfortos incluem ofuscamento e um risco teórico de dano retiniano, embora não haja evidências de que a luz azul cause degeneração macular relacionada à idade.
Para proteger os olhos da luz azul e garantir conforto visual, Leiser Franco recomenda algumas medidas práticas, como a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhar para um objeto a cerca de seis metros de distância por 20 segundos. Além disso, aumentar a frequência do piscar para manter os olhos lubrificados, usar iluminação ambiente adequada e evitar contraste excessivo entre a tela e o ambiente escuro são estratégias eficazes. Também é importante reduzir o brilho das telas, usar óculos de sol com filtro UV e evitar o uso de dispositivos eletrônicos duas a três horas antes de dormir.
Em resumo, as lentes com filtro para luz azul podem ajudar no conforto visual durante o uso prolongado de telas, mas não são uma solução comprovada para prevenir doenças oculares. Adotar hábitos saudáveis e cuidar da iluminação e do ambiente de trabalho são formas essenciais de proteger a visão no dia a dia digital.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas pela assessoria de imprensa e orientações de especialistas em oftalmologia.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



