Menopausa sem tabus: conheça as barreiras que dificultam o cuidado adequado

Estudo internacional revela desafios sociais, culturais e médicos que impactam a vida das mulheres na menopausa

Uma pesquisa internacional publicada no Maturitas Journal trouxe à tona as principais barreiras que dificultam a discussão e o tratamento adequado da menopausa em mulheres ao redor do mundo. O estudo, que analisou os impactos em diferentes áreas da vida, revela que o desafio vai muito além das mudanças físicas e emocionais, envolvendo estigmas, preconceitos e falhas no sistema de saúde.

Segundo a ginecologista Alexandra Ongaratto, especialista em ginecologia endócrina e climatério, “os impactos aparecem em várias áreas da vida da mulher, no trabalho, na família, nas relações sociais e até na forma como ela é atendida nos serviços de saúde”. Ela destaca que compreender essa complexidade é fundamental para oferecer um cuidado mais completo e acolhedor.

Entre as barreiras individuais, o estigma associado à menopausa como sinônimo de envelhecimento e perda de feminilidade dificulta a aceitação e o reconhecimento dos sintomas. Muitas mulheres negam ou minimizam suas queixas para evitar rótulos pejorativos, o que aumenta o isolamento social. Além disso, a confusão entre sintomas da menopausa e outras condições de saúde atrasa o diagnóstico e o tratamento adequado.

No âmbito social e familiar, a falta de compreensão por parte de parceiros, amigos e até de gerações anteriores contribui para a invisibilidade do tema. Piadas, banalização e tabus relacionados à sexualidade e saúde reprodutiva limitam o diálogo e fragilizam os vínculos emocionais. O apoio entre amigas costuma ser restrito a grupos com experiências semelhantes, o que reduz a troca de diferentes perspectivas.

Culturalmente, a desinformação e os mitos perpetuados dificultam o entendimento do que realmente ocorre durante a menopausa. A ausência de materiais educativos adaptados às realidades culturais e linguísticas das mulheres amplia essa lacuna. “A falta de informação correta e de materiais educativos adaptados à realidade de cada mulher faz com que mitos e ideias equivocadas se perpetuem”, alerta a médica.

No ambiente de trabalho, a menopausa ainda é um tema pouco discutido e cercado de preconceitos. Mulheres enfrentam críticas, comentários constrangedores e indiferença, especialmente em locais dominados por homens e pessoas mais jovens. O medo de estigmatização e perda de emprego leva muitas a silenciar sobre suas necessidades.

Por fim, o sistema de saúde apresenta falhas importantes, como a falta de vínculo e escuta adequada, além da variação inconsistente na oferta de terapias hormonais. A deficiência na formação médica e a ausência de uma abordagem sensível aos aspectos culturais e psicológicos resultam em informações incompletas e acompanhamento insuficiente.

Para enfrentar essas barreiras, Alexandra Ongaratto destaca a importância do acesso a informações confiáveis e do reconhecimento dos sintomas. “É essencial que cada mulher se sinta segura para falar sobre o que está vivenciando e buscar ajuda sem medo ou vergonha”. Compartilhar experiências com outras mulheres fortalece a rede de apoio e promove um ambiente mais acolhedor.

Conhecer as opções de tratamento, que incluem terapias hormonais e estratégias não farmacológicas, é fundamental para garantir um cuidado completo do corpo e da mente durante a menopausa. Assim, é possível transformar esse período em uma fase de protagonismo e bem-estar para as mulheres.

Este conteúdo foi elaborado com base em dados fornecidos pela assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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