Curitiba promove debate regional para fortalecer proteção contra violência sexual infantil
Evento reúne autoridades e especialistas para discutir prevenção e enfrentamento da exploração sexual no Sul do Brasil
Curitiba será palco, no dia 12 de setembro de 2025, do Encontro Regional do Projeto Proteção – Região Sul, uma iniciativa conjunta do SEST SENAT e da Childhood Brasil que visa prevenir o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. O evento acontecerá nas dependências do SEST SENAT e reunirá representantes de diferentes estados do Sul do país, incluindo Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Dados recentes do Disque 100, canal oficial de denúncias do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, indicam que a região Sul concentrou, em 2024, 2.433 casos de abuso sexual infantil, representando 15,1% do total nacional, e 714 casos de exploração sexual, correspondendo a 14% das denúncias no Brasil. O Paraná, especificamente, registrou 687 denúncias de abuso sexual e 160 casos de exploração sexual infantil no último ano.
Além disso, o Projeto Mapear, da Polícia Rodoviária Federal, identificou 2.474 pontos vulneráveis à exploração sexual nas rodovias federais da região Sul, sendo 538 considerados de alto risco. Postos de combustível e locais comerciais são os ambientes mais críticos.
Raissa Osório, analista da Gerência Executiva de Promoção Social do SEST SENAT, destaca a importância da união de esforços para enfrentar essa grave violação de direitos humanos: “Proteger crianças e adolescentes é uma urgência que exige a união de esforços para responsabilizar criminosos e enfrentar situações de vulnerabilidade”. Ela ressalta que o Projeto Proteção atua desde 2017 com foco na mobilização e conscientização dos trabalhadores do transporte e da sociedade.
O encontro contará com a participação de representantes do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, órgãos públicos, sociedade civil e empresas. Entre os temas em pauta estão o panorama da violência sexual na região, o Projeto Mapear, a Coalizão Paranaguá – iniciativa que fortalece serviços públicos no polo portuário – e a importância da atuação integrada entre os atores estaduais e municipais da rede de proteção.
Eva Dengler, Superintendente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil, que também mediará o evento, reforça a relevância da parceria com o SEST SENAT e esclarece a diferença entre exploração sexual e o termo “prostituição infantil”: “Quando falamos em exploração sexual de crianças e adolescentes, estamos nos referindo a situações em que um adulto se aproveita de uma criança ou adolescente para obter algum tipo de benefício sexual, oferecendo algo em troca — que pode ser dinheiro, presentes, favores, abrigo, comida, uma carona, ou qualquer outro tipo de ‘pagamento’. Ou seja, não se trata apenas de dinheiro. Qualquer tipo de troca por um ato sexual com uma pessoa menor de 18 anos configura exploração sexual, e isso é crime”.
Ela destaca que “prostituição infantil” não existe, pois crianças e adolescentes não podem consentir com essas situações, que configuram violação de direitos. “Colocá-las em uma situação de exploração sexual é tirar tudo isso delas”, explica.
O Projeto Proteção, fundamentado nos dados do Projeto Mapear, já realizou mais de 1,6 milhão de sensibilizações em todo o país desde 2018. Atualmente, 106 Unidades Operacionais do SEST SENAT desenvolvem ações presenciais, com previsão de capacitar todas as unidades até 2026 para ampliar o alcance da iniciativa.
Este encontro em Curitiba representa um passo importante para fortalecer a rede de proteção e promover a articulação entre governos, empresas e sociedade civil na luta contra a violência sexual infantil na região Sul do Brasil.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas pela assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



