Consumo de Álcool na Gravidez: Estudo Revela Impactos Graves no Desenvolvimento Cerebral Fetal
Entenda como o álcool pode comprometer o neurodesenvolvimento do bebê e a importância da prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal
No Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), celebrado em 9 de setembro, um estudo recente da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) reforça a importância de evitar o consumo de álcool durante a gestação. A pesquisa, publicada na revista Molecular Psychiatry, investigou os efeitos do etanol — principal componente do álcool — no desenvolvimento do córtex cerebral humano, utilizando modelos celulares avançados chamados organoides corticais humanos.
O estudo, aprovado por um comitê de ética da Universidade da Califórnia em San Diego, revelou que a exposição ao álcool durante a gravidez pode comprometer significativamente o neurodesenvolvimento do feto. Segundo os pesquisadores, o etanol altera a organização da cromatina — estrutura que compacta o DNA — e interfere em vias de sinalização intracelular essenciais para a formação das sinapses, que são fundamentais para a criação de redes neurais funcionais no cérebro em desenvolvimento.
Além disso, registros eletrofisiológicos mostraram que o álcool afeta negativamente tanto a formação quanto a atividade dessas redes neurais, o que pode resultar em deficiências físicas, mentais e comportamentais conhecidas como Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF). Esses transtornos podem até ser confundidos com o autismo em crianças pequenas, o que dificulta o diagnóstico precoce.
Dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) indicam um aumento significativo no consumo abusivo de álcool entre mulheres no Brasil, passando de 10,5% em 2010 para 15,2% em 2023. Esse crescimento é preocupante, especialmente para gestantes, já que não existe uma quantidade segura de álcool recomendada durante a gravidez.
Dr. Roberto Hirochi Herai, coordenador do Laboratório de Bioinformática e Neurogenética da PUCPR e um dos autores do estudo, destaca que “estudos anteriores já demonstraram que o consumo de álcool durante a gravidez pode levar a distúrbios conhecidos como Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), que incluem deficiências físicas, mentais e comportamentais”. Já Dr. Bruno Guerra ressalta que “compreender a base das alterações moleculares, incluindo quais problemas são causados nas células cerebrais, ajudará no desenvolvimento de futuras terapias de tratamento para as TEAF, e também a esclarecer as alterações relacionadas aos processos neurobiológicos”.
Este estudo reforça a necessidade de campanhas de conscientização e políticas públicas que orientem as mulheres sobre os riscos do consumo de álcool durante a gestação. A prevenção é fundamental para garantir um desenvolvimento saudável do bebê e evitar complicações graves associadas à Síndrome Alcoólica Fetal.
Conteúdo elaborado com base em dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



