Vacinação e Teste de HPV: Estratégias Essenciais para Erradicar o Câncer de Colo do Útero

Ministério da Saúde implementa teste molecular e reforça vacinação para combater o câncer que mais mata jovens mulheres no Brasil

Dados recentes da assessoria de imprensa do Ministério da Saúde destacam avanços importantes na luta contra o câncer de colo do útero, um dos principais desafios para a saúde feminina no Brasil. Em agosto de 2025, o SUS iniciou a oferta do teste de biologia molecular DNA-HPV em 12 estados, uma tecnologia inovadora que detecta 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV). Essa ferramenta permite identificar a presença do vírus antes mesmo do surgimento de lesões ou câncer em estágios iniciais, ampliando as chances de diagnóstico precoce e tratamento eficaz.

A infecção persistente pelo HPV é responsável por cerca de 99% dos casos de câncer de colo do útero, que é o tumor que mais mata mulheres até os 35 anos no país e o segundo entre as mulheres até os 60 anos. Estima-se que aproximadamente 19 mulheres morrem diariamente no Brasil em decorrência dessa doença, e para 2025 são previstos 17 mil novos casos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Para combater esse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma tríade estratégica que visa a prevenção e erradicação do câncer de colo do útero: vacinar 90% das meninas até os 15 anos contra o HPV, realizar testes de alto desempenho em 70% das mulheres aos 35 e 45 anos, e garantir tratamento adequado para 90% das mulheres diagnosticadas. A vacinação, portanto, é um pilar fundamental dessa estratégia.

Em 2024, a cobertura vacinal contra o HPV no Brasil atingiu mais de 82% entre meninas de 9 a 14 anos e cerca de 67% entre meninos da mesma faixa etária. O SUS oferece a vacina quadrivalente para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos específicos como transplantados, usuários de PrEP, imunossuprimidos, pacientes oncológicos, pessoas vivendo com HIV/Aids e vítimas de violência sexual até 45 anos. Já na rede privada, está disponível a vacina nonavalente para homens e mulheres entre 9 e 45 anos.

Apesar desses avanços, ainda há um desafio: cerca de 7 milhões de adolescentes entre 15 e 19 anos não receberam a vacina contra o HPV. Para ampliar a imunização nessa faixa etária, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) realiza uma campanha até dezembro de 2025, que até o momento alcançou apenas 1,5% do público-alvo.

Essas ações combinadas — vacinação, rastreamento com testes modernos e tratamento adequado — são essenciais para reduzir a incidência e mortalidade do câncer de colo do útero, protegendo a saúde e a vida de milhares de mulheres brasileiras. A conscientização e o acesso aos serviços de saúde são fundamentais para que essa meta seja alcançada.

Acompanhe as atualizações e cuide da sua saúde: a prevenção é o melhor caminho.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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