TDAH, Violência Paterna e Terapias em TEA: Desafios e Perspectivas na Saúde Mental

Como o transtorno de déficit de atenção pode influenciar sintomas físicos, o impacto da violência paterna e avanços nas abordagens terapêuticas para o autismo

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é conhecido principalmente por suas manifestações cognitivas e comportamentais, mas estudos recentes indicam que ele pode aumentar o risco de sintomas físicos, como o enjoo. Essa conexão evidencia a complexidade do transtorno e a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para seu diagnóstico e tratamento. O sistema nervoso central, afetado pelo TDAH, pode influenciar respostas autonômicas que desencadeiam náuseas e desconfortos gastrointestinais, um aspecto ainda pouco explorado na prática clínica.

Além disso, a violência paterna exerce um impacto profundo e duradouro na saúde mental das crianças e adolescentes. A exposição a ambientes familiares violentos está associada a transtornos emocionais, comportamentais e cognitivos, que podem agravar condições pré-existentes como o TDAH ou até mesmo desencadear novos quadros psicopatológicos. A compreensão desse fator é essencial para intervenções eficazes, pois o suporte psicológico e social deve considerar o contexto familiar como parte integrante do tratamento.

No campo dos transtornos do espectro autista (TEA), as terapias têm avançado significativamente, incorporando abordagens personalizadas que respeitam as particularidades de cada indivíduo. A integração de técnicas comportamentais, neuropsicológicas e educacionais tem mostrado resultados promissores na melhoria da qualidade de vida e na promoção da autonomia dos pacientes. É fundamental que essas terapias sejam acessíveis e adaptadas às necessidades específicas, considerando também o impacto do ambiente familiar e social.

Em suma, a inter-relação entre condições neuropsiquiátricas como o TDAH, os efeitos da violência paterna e as terapias em TEA reforça a importância de uma visão holística na saúde mental. Investir em pesquisas que aprofundem essas conexões e em políticas públicas que garantam suporte integral às famílias é um passo decisivo para a construção de uma sociedade mais saudável e inclusiva.

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Por Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

Pós-PhD em Neurociências, membro da Society for Neuroscience (EUA), diretor do CPAH, líder do grupo RG-TEA, membro da Sigma Xi – The Scientific Research Honor Society, Royal Society of Biology, The Royal Society of Medicine, The European Society of Human Genetics, APA – American Philosophical Association, mestre em Psicologia, licenciado em História e Biologia, tecnólogo em Antropologia e Filosofia, autor de mais de 350 estudos científicos e 30 livros, professor convidado em várias universidades, diretor do CPAH, criador do projeto GIP, registrado como jornalista

Artigo de opinião

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