Queda de cabelo na gravidez e pós-parto: entenda causas e cuidados essenciais
Saiba por que a queda capilar acontece durante e após a gestação e como cuidar dos fios nesse período delicado
A gravidez é um momento de grandes transformações no corpo da mulher, e as mudanças hormonais típicas desse período afetam diretamente a pele, as unhas e os cabelos. Segundo dados da assessoria de imprensa, é comum que muitas gestantes percebam seus fios mais fortes, volumosos e brilhantes devido ao aumento dos hormônios feminilizantes, como o estrógeno e a progesterona. Esses hormônios prolongam a fase de crescimento dos cabelos, proporcionando uma aparência mais saudável durante a gestação.
Entretanto, nem todas as mulheres têm essa experiência positiva. A dermatologista e tricologista Dra. Natasha Veloso explica que, nos primeiros três meses de gravidez, algumas gestantes podem enfrentar queda capilar, especialmente se já apresentavam esse problema antes da gestação. “Se a mulher já estava com deficiência vitamínica, estresse elevado ou passou por alguma doença, a gravidez pode acentuar essa queda no início”, alerta a especialista.
Outro momento crítico para a saúde dos cabelos é o pós-parto. Conhecido como eflúvio telógeno pós-parto, esse fenômeno ocorre porque, durante a gravidez, o corpo recebe um suprimento elevado de hormônios que mantém os fios na fase de crescimento. Após o nascimento do bebê e a saída da placenta, esse fornecimento hormonal cessa abruptamente, fazendo com que o cabelo entre em uma fase de queda intensa, geralmente percebida cerca de três meses depois do parto.
Além disso, a queda capilar pode ocorrer em casos de gestações interrompidas, como abortos espontâneos. “Mesmo nessas situações, o corpo passa pelas alterações hormonais típicas da gestação, e quanto mais avançada for a perda, maior será o impacto no cabelo”, destaca a Dra. Natasha, ressaltando a importância de tratar esse tema com empatia.
Quanto aos cuidados, a boa notícia é que existem alternativas seguras para tratar a queda capilar no pós-parto, mesmo durante a amamentação. A reposição de vitaminas e minerais é fundamental, pois a mãe tem os estoques reduzidos devido à transferência para o leite e o bebê. A suplementação adequada pode diminuir significativamente a queda.
Tratamentos tópicos como o Minoxidil devem ser evitados nesse período por risco de efeitos colaterais no bebê, como a hipertricose. Em vez disso, terapias como a fotobiomodulação (luz de LED) e a microinfusão de medicamentos no couro cabeludo (MMP) são recomendadas, pois estimulam o crescimento dos fios de forma segura. Além do benefício clínico, esses procedimentos oferecem um momento de autocuidado importante para a saúde mental da mãe, que enfrenta sobrecarga e privação de sono.
Por fim, a prevenção é o melhor caminho para manter a saúde capilar no pós-parto. A orientação com um tricologista logo após o nascimento do bebê, paralelamente às consultas pediátricas, pode ajudar a minimizar ou até evitar a queda de cabelo comum nesse período tão delicado da vida da mulher.

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA