Leite é inflamatório? Especialistas esclarecem dúvidas comuns sobre o alimento

Entenda o que dizem os nutricionistas sobre o consumo de leite e sua relação com a inflamação no corpo

No Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto, especialistas reunidos pela assessoria de imprensa da Marajoara Laticínios discutem um tema que tem gerado dúvidas e polêmica nas redes sociais: o leite é inflamatório?

Segundo dados da Embrapa, o consumo per capita de leite e derivados no Brasil atingiu seu ápice em 20 anos, chegando a 189 litros por habitante em 2024, um aumento significativo em relação a 2004, quando o consumo era de 131 litros por pessoa. Isso mostra que o leite continua sendo um alimento presente na dieta do brasileiro, apesar das dúvidas crescentes sobre seus efeitos no organismo.

Alimentos inflamatórios são aqueles que podem desencadear ou agravar processos inflamatórios no corpo, contribuindo para desequilíbrios e sensibilidade a doenças. A nutricionista Carolina Nobre, do centro clínico Órion Complex, em Goiânia, explica que a ideia de que o leite é inflamatório surgiu, em grande parte, por sensacionalismos nas redes sociais. “Muitas vezes, encontramos pessoas produzindo conteúdo rápido e superficial, que é o que mais vende e chama atenção na internet. A pessoa coloca a chamada de o leite ser inflamatório, e não aprofunda muito o conteúdo. Na verdade, o que existe são particularidades de cada organismo, e essas afirmações generalistas só colaboram para a desinformação”, afirma.

Para Carolina, o impacto do leite no organismo depende da individualidade de cada pessoa e do contexto alimentar. “É um equívoco atribuir o poder de inflamar ou não a um único alimento, enquanto temos que olhar para o contexto da alimentação. Uma pessoa que consome muitos alimentos industrializados, embutidos e cheios de conservantes cria um ambiente propício para a inflamação. O leite, isoladamente, dificilmente causaria isso”, complementa.

Outro ponto importante é diferenciar alergia e intolerância. A nutricionista Yumi Kuramoto, do mesmo centro clínico, esclarece que algumas pessoas têm dificuldades para digerir o leite ou apresentam reações adversas, como a intolerância à lactose e a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). Para quem tem APLV, o consumo de qualquer leite animal não é recomendado, pois o sistema imunológico reage às proteínas do leite, como a caseína, causando inflamação. Já a intolerância à lactose ocorre pela falta da enzima lactase, responsável por digerir o açúcar do leite, e pode ser controlada com alimentos sem lactose e tratamentos específicos.

O diagnóstico correto dessas condições é fundamental para evitar desinformação e garantir que o leite não seja visto como um vilão da alimentação. Para os portadores de APLV e intolerância, o consumo deve ser controlado, mas isso não significa que o leite e seus derivados sejam prejudiciais para todos.

Por fim, Vinícius Junqueira, diretor geral da Marajoara Laticínios, destaca que o processo de envase do leite UHT preserva todos os nutrientes essenciais, inclusive no leite sem lactose. “Durante o processo, inserimos a enzima lactase, que quebra a lactose em glucose e galactose, permitindo que intolerantes à lactose digiram o alimento com segurança”, explica.

Assim, o leite continua sendo um alimento nutritivo e seguro para a maioria das pessoas, desde que consumido dentro do contexto alimentar adequado e respeitando as particularidades individuais.

Este conteúdo foi elaborado com informações da assessoria de imprensa da Marajoara Laticínios.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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