Esclerose Múltipla: a importância do apoio psicológico no enfrentamento da doença

Saúde mental é fundamental para melhorar a qualidade de vida de quem convive com a Esclerose Múltipla

No dia 30 de agosto, comemoramos o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla (EM), uma data importante para ampliar o conhecimento sobre essa doença neurológica, autoimune e crônica que afeta o sistema nervoso central. Segundo dados da Federação Internacional de EM, mais de 2,8 milhões de pessoas no mundo vivem com essa condição, e no Brasil, a Associação Brasileira de EM (ABEM) estima cerca de 40 mil pacientes.

Apesar dos avanços médicos, a Esclerose Múltipla ainda apresenta desafios invisíveis, especialmente no campo emocional. Sintomas como fadiga, dores, dificuldades de locomoção e alterações cognitivas já tornam o dia a dia difícil, mas é a saúde mental que merece atenção especial. Ansiedade, depressão e isolamento são comuns entre os pacientes, muitas vezes subestimados no tratamento.

“O diagnóstico de EM costuma ser um divisor de águas na vida do paciente. Receber a notícia de uma doença crônica e sem cura traz angústia, medo do futuro e insegurança. Por isso, o cuidado com a saúde mental deve ser tão valorizado quanto o acompanhamento neurológico”, destaca Dr. Thiago Cardoso Vale, neurologista e professor da residência médica do grupo ViV Saúde Mental e Emocional.

Estudos da National Multiple Sclerosis Society (NMSS) indicam que entre 40% e 50% dos pacientes desenvolvem sintomas de depressão ao longo da vida, o que pode prejudicar a qualidade de vida e a adesão ao tratamento. Para o especialista, o apoio psicológico é parte essencial do cuidado: “A terapia, aliada a grupos de apoio e ao acompanhamento psiquiátrico quando necessário, ajuda o paciente a lidar com as mudanças impostas pela doença e a desenvolver estratégias emocionais para enfrentar as limitações. Não se trata apenas de controlar sintomas, mas de preservar a autoestima, a autonomia e a esperança.”

Além do paciente, familiares e cuidadores também enfrentam desafios emocionais. Adaptar a rotina e oferecer suporte requer orientação profissional para evitar desgaste e fortalecer vínculos positivos. “Orientar e acolher também esses cuidadores é parte fundamental do processo terapêutico”, reforça o neurologista.

No Dia Nacional da Conscientização sobre a EM, a mensagem é clara: informar é o primeiro passo para quebrar preconceitos e ampliar a empatia. Reconhecer que o tratamento envolve não só medicamentos e fisioterapia, mas também o fortalecimento da saúde mental, é fundamental para garantir dignidade e qualidade de vida a quem convive com a doença.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da ViV Saúde Mental e Emocional, grupo que atua para integrar os cuidados físicos, mentais e sociais, promovendo equilíbrio e bem-estar aos pacientes.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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