Esclerose múltipla e fertilidade: o que as mulheres precisam saber
Entenda como a esclerose múltipla impacta a saúde ginecológica sem afetar a capacidade de engravidar
No próximo dia 31 de agosto, celebra-se o Dia Nacional da Conscientização da Esclerose Múltipla (EM), uma doença neurológica autoimune que afeta cerca de 40 mil brasileiros. Embora seja amplamente conhecida por comprometer o sistema nervoso, a esclerose múltipla também pode impactar a saúde ginecológica das mulheres, gerando dúvidas sobre fertilidade e qualidade de vida.
Segundo o ginecologista especializado em reprodução humana Dr. Vamberto Maia Filho, a EM não afeta diretamente a fertilidade nem impede a gravidez. “Mulheres com esclerose múltipla podem ter filhos com segurança. A doença não altera a função ovariana e não reduz a reserva reprodutiva. O que pode ocorrer são impactos indiretos, relacionados à vida sexual e ao bem-estar da paciente”, explica o especialista.
Entre os efeitos mais comuns da esclerose múltipla na saúde ginecológica estão alterações na lubrificação vaginal e na sensibilidade, dificuldades para atingir o orgasmo, além de sintomas urinários como urgência e incontinência, que podem interferir na intimidade. Também são relatadas pioras nos sintomas relacionados ao ciclo menstrual e à menopausa, o que pode afetar o conforto e a qualidade de vida da mulher.
Embora a doença não tenha cura, existem tratamentos eficazes que controlam sua evolução e reduzem as crises, como as terapias imunomoduladoras e imunossupressoras. No âmbito ginecológico, há alternativas para minimizar os impactos, incluindo terapias de reposição hormonal quando indicadas, tratamentos locais para lubrificação vaginal, orientação fisioterápica para sintomas urinários e apoio psicológico para fortalecer a autoestima e a saúde mental.
Dr. Vamberto destaca a importância do acompanhamento multidisciplinar, envolvendo neurologistas, ginecologistas e especialistas em reprodução humana, para garantir que a mulher com EM tenha qualidade de vida, saúde sexual preservada e possa planejar uma gravidez de forma segura.
Além dos aspectos clínicos, o especialista ressalta a dimensão emocional da decisão de engravidar. “Não há impedimentos médicos diretos para a maternidade na esclerose múltipla, mas é fundamental considerar o impacto emocional e social dessa escolha. Ter um filho significa pensar na própria saúde, no futuro da criança e na rede de apoio necessária. Por isso, cada caso deve ser avaliado de forma individualizada, unindo o cuidado médico à reflexão pessoal e familiar”, afirma.
Com informações da assessoria de imprensa, este conteúdo reforça que mulheres com esclerose múltipla podem sim realizar o sonho da maternidade, desde que acompanhadas por profissionais qualificados e com atenção especial à saúde integral.
A conscientização sobre os efeitos da EM na saúde feminina é essencial para desmistificar medos e promover o cuidado adequado, valorizando o bem-estar e a autonomia das mulheres que convivem com essa condição.

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA