Dia Nacional do Luto: entenda as fases da perda

Em 19 de junho, a data chama atenção para o luto sem ordem fixa e reforça a importância de acolher cada emoção no próprio tempo.

O Dia Nacional do Luto, celebrado em 19 de junho, destaca um tema delicado e muitas vezes evitado: como lidar com a dor da perda. A data reforça que o luto não segue um prazo ou uma ordem fixa, e que cada pessoa vivencia esse processo de maneira única, com emoções que podem surgir, desaparecer e até se repetir ao longo do tempo.

Um dos modelos mais conhecidos para compreender o luto foi desenvolvido a partir dos estudos da psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, que identifica cinco fases emocionais possíveis após uma perda: negação, raiva, barganha, tristeza e aceitação. No entanto, essas fases não devem ser encaradas como uma sequência obrigatória, pois nem todas as pessoas passam por todas elas, e a ordem pode variar.

Por que reconhecer as fases do luto é importante?

Entender essas emoções ajuda a perceber que sentimentos como choque, culpa, irritação, tristeza profunda e dificuldade para retomar a rotina não são sinais de fraqueza, mas parte natural do processo de elaboração da perda. Ignorar ou tentar acelerar a superação da dor pode tornar o luto mais difícil.

Inicialmente, a negação pode se manifestar como choque ou sensação de irrealidade, funcionando como uma proteção emocional. Em seguida, a raiva pode surgir como inconformismo ou sensação de injustiça, podendo ser direcionada a pessoas próximas, profissionais de saúde ou à própria situação.

A barganha envolve pensamentos do tipo “e se algo tivesse sido feito antes?” ou “e se houvesse mais tempo?”, refletindo a tentativa de encontrar algum controle diante do irreversível.

Tristeza, aceitação e a importância do acolhimento

A tristeza pode se manifestar por meio de desânimo, isolamento, alterações no sono e saudade intensa. Em vez de reprimir esse sofrimento, é fundamental acolhê-lo, respeitando o tempo e a forma como cada pessoa expressa a dor. Algumas preferem falar sobre a perda, outras optam pelo silêncio, e muitas encontram conforto em rituais de memória, como guardar objetos ou celebrar datas importantes.

A aceitação não significa ausência de dor, mas a capacidade de reconhecer a perda e reorganizar a vida a partir dela, mantendo a memória de quem partiu sem negar a ausência. Essa fase permite retomar atividades e conviver com a saudade de forma equilibrada.

Quando buscar ajuda especializada

Não existe uma maneira “certa” de vivenciar o luto, mas é importante estar atento quando o sofrimento se prolonga a ponto de prejudicar atividades básicas, relações sociais ou a saúde mental. Nesses casos, o apoio psicológico ou atendimento especializado pode ser necessário.

No Dia Nacional do Luto, a mensagem principal é que o processo não é uma sequência rígida de etapas, mas um caminho de reconhecimento, respeito ao próprio tempo e cuidado com a dor da perda.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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