Quando a academia pode piorar o lipedema: cuidados essenciais para o treino
Entenda por que exercícios errados agravam o lipedema e como praticar atividade física com segurança
O lipedema é uma doença inflamatória crônica que afeta cerca de 12% das mulheres brasileiras, mas ainda é pouco diagnosticada e compreendida. Caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, dor e inchaço nos membros, essa condição é frequentemente confundida com obesidade, sedentarismo ou retenção de líquidos. Muitas mulheres, na tentativa de aliviar os sintomas, recorrem à academia, mas o treino inadequado pode agravar o quadro.
De acordo com a Dra. Mariana Milazzotto, especialista em fisioterapia aplicada ao lipedema, “o lipedema não é causado por sedentarismo ou excesso alimentar. É uma condição inflamatória com forte componente genético e hormonal. Forçar o corpo com exercícios inadequados pode desencadear crises dolorosas, aumento do edema e até lesões articulares.”
Atividades físicas intensas, como musculação com sobrecarga, exercícios de impacto repetitivo e aulas que exigem ficar muito tempo em pé, podem piorar a dor, o inchaço e a inflamação. Muitas pacientes relatam que, após iniciar uma rotina intensa de treinos, os sintomas se agravaram, causando frustração e desconforto. Um estudo publicado na Journal of Lymphatic Research and Biology (2022) reforça que exercícios de alto impacto, sem acompanhamento clínico, aumentam o risco de microtraumas nos tecidos inflamados, acelerando o avanço do lipedema.
Por outro lado, a prática de exercícios é fundamental para o controle da doença, desde que feita com orientação adequada. A especialista recomenda iniciar com atividades de baixo impacto, como caminhada orientada, hidroterapia, pilates clínico e fortalecimento guiado, além de técnicas específicas de fisioterapia funcional. Esses métodos auxiliam na drenagem linfática natural, estabilizam as articulações, fortalecem os músculos e ajudam no controle da dor.
Apesar de afetar cerca de 18% das mulheres no mundo, o lipedema ainda é subdiagnosticado e confundido com outras condições, o que dificulta o tratamento correto. “O lipedema precisa ser tratado como uma condição clínica. É urgente treinar profissionais da saúde e orientar as pacientes sobre o que realmente ajuda ou prejudica. Nem tudo que parece saudável de fora, como o treino pesado, será benéfico para um corpo com lipedema”, alerta a Dra. Mariana Milazzotto.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa, trazendo orientações importantes para mulheres que convivem com o lipedema e buscam qualidade de vida por meio da atividade física segura e eficaz. Se você tem lipedema, procure sempre acompanhamento especializado para adaptar seu treino às necessidades do seu corpo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



