Temporada Alfa Criança apresenta 20.000 Léguas Submarinas

A peça do projeto Viagens Extraordinárias fecha a trilogia sobre a obra de Júlio Verne, da Cia Solas de Vento.

Um misterioso veículo subaquático. Uma tripulação cheia de segredos. Um monstro assombrando os oceanos. Três tripulantes que acabaram de chegar. E você, já entrou em um submarino? O palco será o oceano; as cortinas, as paredes do submarino. Poltronas e corredores viram cabines enquanto varas de luz fazem as vezes do equipamento de mergulho. Nesta aventura, atores serão os tripulantes e o público; os passageiros. A ideia de transformar o teatro num autêntico submarino está na concepção de encenação do mais novo espetáculo da Cia Solas de Vento, formada pelos atores Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues, e assinada pelo diretor convidado Alvaro Assad.

20.000 Léguas Submarinas está na programação da Temporada Alfa Criança entre 22 de outubro e 4 de dezembro, aos sábados e domingos às 16 horas e fecha a trilogia sobre a obra de Júlio Verne. A intenção é mexer com a fantasia do público.  Inspirados pelas viagens extraordinárias do escritor francês Júlio Verne (1828-1905), um dos pioneiros do gênero ficção científica, a Cia Solas de Vento já apresentou dois espetáculos da trilogia: A Volta ao Mundo em 80 Dias (2011) e Viagem ao Centro da Terra (2015).

Júlio Verne, conhecido como o homem que previa o futuro, foi um dos maiores escritores franceses de todos os tempos e um dos mais influentes da literatura mundial. Além de escritor de romances de aventuras, é considerado um dos pais da ficção científica. Seus escritos anteciparam equipamentos que só surgiram muitos anos depois, como televisão, submarino, nave espacial, fax etc. A Volta ao Mundo em 80 Dias foi escrita em 1872 e narra uma exótica aposta de um estranho personagem e seu criado ao redor do mundo, contra o tempo.

A montagem

A partir da análise do romance 20.000 Léguas Submarinas, escrito em 1869, o diretor e os atores desenvolveram um repertório de ações, jogos e esboços de cenas, usando os recursos oferecidos pelo vocabulário físico da pantomima e pelo vídeo com elementos que darão forma aos cenários da aventura. O diretor Alvaro Assad enxerga o teatro como um lugar de transformação. “Atravessar os corredores e entrar na plateia diante de um palco é fazer acordo com o imaginário. No teatro para todas as idades, esse lugar é desafiador e rico de simbologias e troca. Júlio Verne nos brinda com as mais significativas viagens no imaginário. Em 20.000 L éguas Submarinas vamos às profundezas do oceano em um meio de transporte fantástico. Nada melhor do que transform ar o espaço do teatro nesse universo. Transportar os espectadores para os elementos subaquáticos”

Para o encenador, a livre adaptação para o teatro de uma das obras literárias mais famosas de Júlio Verne foi desafiadora, como toda criação de obra cênica.   “Principalmente quando trabalhamos com um dos livros mais potentes de Júlio Verne e criamos uma enorme história sem palavras. Desenvolver roteiro em forma de pantomima, junto com elenco e o roteirista/dramaturgo Bobby Baq, faz com que a equipe esteja uníssona nessa concepção. Roteiristas, elenco (André Schulle, Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues), direção e aporte de luxo da música e direção de arte”

Cenografia, projeções e técnica de circo

Com a proposta de criar os efeitos aquáticos descritos no romance, a cenografia será elaborada para receber e jogar com as projeções de vídeo. O principal elemento cenográfico é o corpo de cada ator, com seus comportamentos físicos descrevendo a espacialidade ao seu redor. A direção de arte contará com adereços que estarão a serviço da história. As ações executadas pelos atores ao vivo, muitas delas com as técnicas circenses, também serão exibidas, oferece ndo ao espectador um efeito de zoom ou um ângulo de visão diferente, recurso que dará uma dimensão fantástica às peripécias, criando il usões e imagens inusitadas.

Figurinos, visagismo, iluminação, trilha sonora

Alvaro Assad acredita que conceber uma encenação é criar a harmonia do diálogo entre todas as áreas da criação. “A direção de arte de Renato Bolelli e Vivianne Kiritani dialoga com figurinos e adereços nesse espaço de tempo fictício, sem perder o humor, necessário para o jogo de cena do elenco” . O diretor conta que o visagismo de Cleber de Oliveira traz um visual fantástico de histórias em quadrinho, tornando, através da maquiagem, próteses e pêlos, o elenco irreconhecível e surpreendentes. A música original de André Vac, de acordo com Assad, pontua o espetáculo como um cinema mudo, com sua marca em perfeita sintonia com a movimentação em cena e o jogo de projetar que é identidade do Solas de Vento. Compostos a partir da necessidade de desempenho físico dos atores, os figurinos darão a cada personagem características arquetípicas de maneira a enfatizar seus traços psicológicos. A iluminação de Marcel Gilber preencherá os episódios da viagem para além das cores e efeitos e será criada por lanternas e refletores manipulados pelos próprios atores. A música mesclará temas incidentais e a edição da trilha sonora será realizada a partir das partituras de ações dos atores.

Sobre a história

No livro, Verne criou o submarino Náutilus completamente autónomo do meio terrestre, movido somente pela eletricidade. O engenheiro e dono de tal feito é o Capitão Nemo, que, com sua tripulação, cortou qualquer relação com as nações e com a humanidade. Vivem somente do que o mar lhes dá – a comida e a matéria-prima que necessitam para a produção de eletricidade, tudo vem do mar. Mas a humanidade não conhece a existência da obra-prima de engenharia que o capitão Nemo criou em segredo, e, quando este, com ou sem intenção, começou a provocar desastres em navios e embarcações, o mundo começou a temê- lo, julgando-o um monstro marinho.  “ Para ressaltar as ideias do autor, tomamos a liberdade de não seguir ao pé da letra a sua narrativa, mas de concentrar na essência da história, ou seja, nas transformações que ocorrem nos personagens, traduzidas e atualizadas para o público de hoje”, informam os atores. “Um aspecto importante do romance é o constante jogo entre espaços fechados e abertos. Os protagonistas se deparam, ora protegidos por estreitas salas e corredores do submarino Nautilus, ora se aventurando na imensidão do mundo oceânico, frente a uma fauna desconhecida e ameaçadora. O conjunto dos recursos que serão desenvolvidos durante o processo de criação visam recriar cenicamente esses efeitos”, explica Ricard o .

Trajetória da Cia Solas de Vento

Em 2011 o grupo estreou seu primeiro infantil, A Volta ao Mundo em 80 Dias, com direção de Carla Candiotto. Sucesso de público e crítica, a peça ganhou os prêmios APCA de Melhor Diretora e Ator e FEMSA de Melhor Ator. Em setembro de 2015 veio Viagem ao Centro da Terra, dirigida pelo premiado Eric Nowinski (Cia Meninas do Conto e Fabulosa Companhia), com indicações pelo ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem nas categorias de Melhor Espetáculo, Melhor Ator e Melhor Trilha Sonora Original. “A Cia Solas de Vento pesquisa a apropriação de formas de expressão como a dança e as técnicas circense s, para aliar a contextos teatrais. Dessa simbiose de possibilidades corporais, nasce uma linguagem de Teatro Físico onde corpo do intérprete é o motor principal da dramaturgia. Cada recurso, integrado cuidadosamente à obra, serve como uma lupa para ampliar os sentimentos vividos pelos personagens e alcançar assim uma nova dimensão às peripécias da história & rdquo;, comentam Ricardo e Bruno sobre o trabalho da Cia. Solas de Vento.

Ficha Técnica

Adaptação livre do romance de Julio Verne. Idealização: Cia Solas de Vento. Direção:  Alvaro Assad. Elenco: André Schulle, Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues, com participações de Bobby Baq e Marcel Gilber. Dramaturgia: Bobby Baq e Alvaro Assad em colaboração com Elenco. Música Original: André Vac. Direção de Arte e Figurinos:Renato Bolelli e Vivianne Kiritani Visagismo: Cleber de Oliveira. Cenografia: Cia. Solas de Vento e Alvaro Assad. Cenotecnia: Cesar e Jeremias. Adereços: Chico Matheus e Elenco Costureira: Judite Lima.&am p;nb sp;Desenho de Luz: Marcel Gilber. Design de Vídeo: Rodrigo Gontijo. Operações T&ea cute;cnicas: Luana Alves. Arte Gráfica: Sato do Brasil. Fotos: Mariana Chama. Vídeos: Cassandra Mello. Produção: Natalia Salles. Gestão: Doble Cultura e Social. Realização:CCBB SP e Cia Solas de Vento.

Serviço

20.000 Léguas Sumarinas.
Temporada: 22 de outubro a 4 de dezembro, aos sábados e domingos, às 16hClassificação: Livre. Recomendado para crianças a partir de 06 anos. Duração: 65 minutos.

Bilheteria Teatro Alfa –  Por telefone – (11) 5693-4000 de segunda a sexta-feira das 11h às 16h, pagamento com cartão de crédito. Presencialmente: Teatro Alfa – Rua Bento

Branco de Andrade Filho, 722 (sem taxa de conveniência). Tiqueteira oficial: www.sympla.com.br (com taxa de conveniência). Acessibilidade – motora e visual. Estacionamento:

Sala A – Com manobrista R$ 41,00 e Auto estacionamento (em frente ao teatro) R$ 35,00. Mais informações: www.teatroalfa.com.br/temporada2022

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