Novo teste PCR para confirmação de diagnóstico da Varíola dos Macacos já está disponível nos laboratórios da Dasa

Especialista da rede orienta que não há motivo para pânico, mas são necessários cuidados para evitar a contaminação. Um guia da Dasa sobre a doença traz orientações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento

A mensagem é clara e direta: a transmissão da chamada varíola dos macacos, ou monkeypox, só ocorre por contato íntimo e a doença é muito menos contagiosa que as síndromes respiratórias. Há um surto da doença no mundo e a Organização Mundial da Saúde declarou recentemente estado de “emergência de saúde global”. No Brasil, já somam mais de mil casos, segundo o Ministério da Saúde, mas o número pode estar subestimado, pelo atraso no registro, que chega a sete dias. Para conter o avanço da doença, especialistas alertam para o autocuidado e a necessidade do diagnóstico preciso em caso de suspeita. A Dasa, maior rede de saúde integrada do país, lançou, em agosto, o teste PCR em suas unidades de diagnósticos para detecção da doença.

 

O vírus que circula atualmente no planeta é uma zoonose. Segundo a Dra. Ligia Pierrotti, infectologista da Dasa, apesar da doença ter uma apresentação clínica autolimitada e sem complicações na grande maioria dos casos, a disseminação de informações corretas é de extrema importância para o correto manejo clínico dos pacientes e controle do surto da doença.

 

A Dasa já vem orientando os profissionais e seus colaboradores, divulgando informações claras sobre contágio e o manejo necessário com pacientes. Agora disponibiliza também para seus clientes um guia prático, com orientações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento. “Este é o primeiro passo para erradicar a falta de conhecimento sobre a doença, oferecer atendimento correto e não alarmar a população, mas proporcionar acesso ao diagnóstico, acolhimento e monitoramento de maneira correta”, diz a médica. O contato íntimo prolongado com pessoas infectadas consiste no principal fator de risco para aquisição da infecção.

 

Sobre o contágio, entidades de todo mundo, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), destacam que dentre a maioria das pessoas infectadas, mais de 90%, é formada por homens, que tiveram algum contato íntimo com outra pessoa contaminada pelo vírus. No entanto, já existem registros de casos de varíola dos macacos em mulheres e crianças.

 

Além do contato íntimo, o contágio pode ser feito por meio de secreções e compartilhamento de objetos pessoais, como lençóis e toalhas. O cuidado é recomendado especialmente para quem vive com outras pessoas na mesma casa. A doença se caracteriza pela presença de sintomas como febre, fadiga, dor de cabeça, dor nas costas, mialgia e linfadenopatia (inchaço nos gânglios). Em um segundo momento, de um a três dias após a febre, pode ocorrer o surgimento de lesões na pele, que acometem a face, palma das mãos e planta dos pés, assim como regiões genitais.

 

Para os pacientes que apresentam sintomas, o importante é procurar o médico o quanto antes. Além do clínico geral, outros especialistas como infectologista, dermatologista, urologista e ginecologista podem avaliar e prescrever o pedido de teste para o diagnóstico da doença. “Além do pedido, o médico deverá preencher um formulário (RedCap), disponível no site do Ministério da Saúde, a fim de notificar o caso e, assim, criar um código único a ser informado ao laboratório que irá realizar o teste”, explica a infectologista da Dasa.

 

A confirmação laboratorial deve ser feita com a coleta de amostras cutâneas para realização de PCR. Na Dasa, que conta com mais de 950 unidades em todo país, os exames deverão ser agendados, com apresentação obrigatória do pedido médico e do código gerado após o preenchimento do formulário, feito pelo médico solicitante direto no redcap (plataforma do Ministério da Saúde). Por conta do protocolo e da logística da realização dos exames, os resultados são disponibilizados em 24 horas em São Paulo e no interior, em até 48 horas no Rio de Janeiro e Curitiba, e até 72 horas na região do Nordeste, Centro-Oeste e Sul.

Tratamento, cuidados e prevenção

Segundo a Dra. Lígia, o período de incubação da doença pode variar de 5 a 21 dias, sendo geralmente entre 6 e 13 dias. A monkeypox costuma ser uma doença autolimitada, ou seja, os sintomas passam com o tempo, em média, entre 3 e 4 semanas. A especialista afirma ainda que a grande maioria dos casos resolve com cuidados locais, sem necessidade de antiviral. “Existe antiviral para o tratamento da monkeypox, mas este ainda não está disponível no Brasil. Muitas vezes, o paciente tem necessidade de medicações para o controle da dor associada às lesões da doença”, explica a médica. A quarentena do paciente deve respeitar o tempo da infecção, principalmente durante a fase aguda, quando as lesões em atividade estão espalhadas pelo corpo.

 

Sobre o teste PCR

No Rio de Janeiro, o teste PCR está disponível nos laboratórios Alta Diagnósticos, Sérgio Franco, Lâmina e Bronstein. Em São Paulo, encontra-se nas unidades Delboni, Lavoisier, Salomão Zoppi, Alta Diagnósticos, Previlab, Cytolab, Valeclin e Vital Brasil.

No Centro-Oeste as marcas Atalaia, Bioclinico, Cedic Cedilab e Exame oferecem o exame. Já na região Sul do país, os laboratórios Frischmann, Ghanem e Álvaro também contam com o novo exame. Já no Nordeste, o teste está disponível nas unidades de Cerpe, Gilson Cidrim, Gaspar, Image, Lab Pasteur e Leme.

 

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