Intolerância à lactose x suplementação alimentar: saiba o que é permitido nesta dieta

Proteínas veganas e whey protein hidrolisado são as opções indicadas para quem apresenta o diagnóstico; já para quem possui alergia ao leite, problema mais raro, a dieta precisa ser mais restritiva

Intolerância à lactose é um problema comum entre a população brasileira. Por ano, são mais de 2 milhões de casos diagnosticados e, ao ter conhecimento deste resultado, muitas dúvidas surgem, como: o que posso comer? Com quais alimentos devo me preocupar? Suplementação alimentar é permitida?

De acordo com Raquel Campos, nutricionista parceira da DUX Nutrition Lab, é importante primeiro entender o que é a intolerância à lactose. “Esta condição está relacionada com a deficiência da atividade da lactase na mucosa do intestino delgado. A lactose é um dissacarídeo (a junção de dois tipos de carboidratos: glicose e galactose) responsável pelo sabor adocicado do leite. Além disso, existem graus variados de intolerância à lactose, diagnosticados de acordo com a gravidade dos sintomas apresentados”, explica.

E, muitas vezes, os sintomas podem ser semelhantes aos de quem possui alergia ao leite de vaca, porém, vale ressaltar que esse tipo de alergia é bem mais raro e, geralmente, aparece em crianças entre 3 e 4 anos de idade, sendo que dificilmente os sintomas continuam na fase adulta dos pequenos que desenvolveram alergia ao leite. Já a intolerância à lactose, é mais comum na fase adulta e, entre os principais sintomas apresentados, estão dor abdominal, inchaço, flatulência e diarreia.

Ao notar os sintomas, buscar um médico e ter o diagnóstico positivo para intolerância à lactose, é importante lembrar que não existe ainda um tratamento específico para este distúrbio digestivo, sendo que a intolerância precisa ser controlada por meio da dieta de cada um e de acordo com a gravidade de cada caso. E raramente o leite e seus derivados são retirados 100% da dieta. Existem diversas medidas que um médico pode orientar para que a dieta do paciente não corra o risco de promover algum tipo de deficiência nutricional que, muitas vezes, tem o leite como principal fonte.

E, neste caso, o uso de whey protein pode ser indicado. Já para aqueles que já fazem uso deste suplemento, é possível que ele permaneça na dieta. “Para quem possui intolerância à lactose, além de poder consumir proteínas veganas (como proteína de ervilha, arroz, chia, etc), uma opção segura de whey protein é o ‘whey protein hidrolisado’”, explica Raquel.

“Isso é possível, pois o processo de hidrólise da proteína do soro do leite consegue remover quase 100% da lactose presente no suplemento. E dependendo do grau de intolerância do paciente, o ideal é consumir proteínas veganas ou shakes prontos de whey protein, os quais a grande maioria não contém lactose, justamente, para conseguir atender a todos os públicos. Mesmo assim, é sempre importante ressaltar que o rótulo do produto deve ser lido com atenção para garantir que aquele consumo seja isento de lactose”, ressalta a nutricionista.

Já para quem apresenta alergia ao leite, mesmo sendo casos mais raros, é importante lembrar que, neste diagnóstico, nenhum tipo de whey protein deve ser consumido. “Mesmo sendo um problema incomum em adultos, não é impossível. Por isso, é de extrema importância que a pessoa saiba exatamente qual é o diagnóstico para seguir com a dieta correta. Além disso, sintomas de alergia ao leite também costumam ser mais fortes e perigosos, como anafilaxia, reação cutânea, problemas respiratórios, entre outros”, explica Raquel.

“Tendo conhecimento do diagnóstico e, sendo positivo para intolerância à lactose, mesmo sendo algo que assuste à princípio, o paciente deve ter em mente a importância de um acompanhamento médico para garantir que sua dieta continue fornecendo uma quantidade saudável de nutrientes como cálcio, fósforo e potássio e que o uso de suplementos alimentares, como o whey protein hidrolisado, podem ser ótimos aliados”, finaliza a nutricionista.

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