Ansiedade afeta mais de 20% dos brasileiros na hora da relação sexual

Sexlog realizou uma pesquisa para entender um pouco mais sobre o comportamento no momento de atingir o ápice do prazer

Que gozar é bom a gente já sabe, né?! Além da sensação de prazer máximo, o orgasmo traz benefícios corporais, aliviando a tensão muscular, melhorando a aparência dos cabelos e pele e favorecendo a qualidade do sono. As vantagens são muitas! E, pensando no Dia do Orgasmo, comemorado em 31 de julho, o Sexlog, maior rede brasileira de sexo e swing, preparou uma pesquisa para descobrir mais curiosidades sobre o ápice do prazer.

Já se perguntou se, na hora h, o(a) parceiro(a) fingiu um orgasmo? Acredite, muitas pessoas passam pela situação e conversam sobre isso nas rodas de amigos. Na pesquisa, 65% das mulheres afirmaram já terem fingido um orgasmo contra 34% dos homens.

Porém, o principal dado que chamou a atenção foi o que diz respeito aos possíveis entraves na hora de chegar lá, 29.3% das mulheres atribuíram a falta de concentração como empecilho e 24.8% à pressa. Já 23.6% dos homens dizem que enfrentam dificuldades por conta da ansiedade, enquanto 22.3% escolheram a falta de concentração como motivo principal.

Em linhas gerais, a ansiedade provoca preocupações excessivas e antecipadas sobre diversos acontecimentos e pode ter reflexos fisicamente, causando palpitações, falta de ar e até problemas de longo prazo como gastrite e úlceras. Sendo assim, ela pode afetar vários âmbitos da vida de uma pessoa, inclusive a sexual.

Nas mulheres, pode gerar dificuldade para alcançar o orgasmo, dores na relação sexual e falta de desejo. Nos homens, é possível acontecer alterações na ereção e na ejaculação, acelerando ou dificultando o processo, aumentando ou diminuindo o desejo sexual.

Será que rola gozar todos os dias? 

Entre as mulheres, 21.4% diz ter orgasmos diários, enquanto a maioria, 42%, alcança o clímax 3 vezes por semana. Quando se fala na comunidade LGBTQIA+, entre as mulheres, 49% dizem tentar chegar ao orgasmo em todas as relações, mas nem sempre dá certo. 43% das entrevistadas contaram que sim, sempre atingem.

Já das mulheres LGBTQIA+ que não chegaram ao orgasmo, 27% diz que as preliminares foram ruins, 24% fala sobre algo no parceiro(a) que desagradou, enquanto 15% reforça que o sexo foi ruim.

Afinal, é possível sentir um orgasmo sem gozar?

66% dos entrevistados, garantem que sim, é possível sentir um orgasmo sem gozar. Mas, como assim? É preciso esclarecer a dúvida cientificamente. No imaginário de muitos, atingir o orgasmo é sinônimo de gozar / ejacular (tanto para os homens quanto para as mulheres). Porém, os dois não são necessariamente a mesma coisa.

Nos homens, a ejaculação é a saída de esperma pelo pênis. Apesar de não ser muito comum, é possível sim gozar sem ejacular, assim como o oposto, ejacular sem sentir orgasmo. Um homem é capaz de ter ejaculado algumas vezes em um único dia e, mesmo assim, estar praticamente sem esperma armazenado. Portanto, ele pode chegar a uma quantidade de orgasmos sem liberar o sêmen. Já o contrário pode ocorrer com quem sofre de ejaculação precoce.

As mulheres também ejaculam? Essa pergunta não tem uma resposta certa, porém, o que é sabido até o momento: na hora de gozar, a mulher pode liberar um líquido espesso e esbranquiçado por glândulas que ficam dentro e em volta da uretra, e isso pode ocorrer com ou sem orgasmo. Esse processo não depende, por exemplo, da intensidade do prazer sentido durante a relação, pois as mulheres podem ter orgasmos intensos sem expelir nada.

Para Mayumi Sato, CMO do Sexlog, o assunto tem que ser debatido com naturalidade. “O sexo e o prazer já foram assuntos tabus na sociedade e hoje já percebemos um claro avanço neste quesito. Mas, precisamos de mais. Precisamos de mais debates, mais estudos, especialmente sobre o orgasmo feminino, para que nós, que trabalhamos com o mercado adulto, também possamos nos aprimorar e atender melhor nosso público.”

A história da data 

O Dia Mundial do Orgasmo começou a ser comemorado em 1999, por iniciativa de algumas lojas britânicas de produtos do mercado adultos e tinham como foco aumentar as vendas, assim como estimular o debate sobre as dificuldades que muitas pessoas sentem em atingir o ápice do prazer.

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