Nível do risco de obesidade está ligado a genética de cada pessoa

Genes apontam os níveis de sensação de saciedade, fome emocional e armazenamento de gordura

Segundo o último levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde¹, metade dos brasileiros estão acima do peso e 20% dos adultos já são considerados obesos. A obesidade é uma doença metabólica definida por um índice de massa corporal (IMC) superior a 30 kg/m²  – ou seja, um acúmulo de gordura no organismo. A condição vem afetando um número cada vez maior de pessoas no mundo inteiro e representa um grande problema de saúde pública. Mas o que poucos sabem, é que o nível de risco à obesidade também pode ser identificado pela genética de cada pessoa.

A Genera, primeiro laboratório especializado no genoma do brasileiro, oferece dentro do seu painel de testes nutrigenéticos, não só o nível de risco à obesidade, mas outros pontos genéticos importantes ligados a ela e que podem influenciar no desenvolvimento da doença. Níveis de sensação de saciedade, fome emocional, armazenamento de gordura, IMC e ingestão de açúcares são alguns destes aspectos. O gene FTO (do inglês fat mass and obesity associated) está associado a diversos destes fatores.

“Dentro de suas variantes, este gene se refere a um maior ou menor IMC e maior ou menor risco de obesidade em diversas pessoas. Ele é uma das chaves principais para entender por que indivíduos têm tendências a engordar enquanto outros não”, explica Ricardo di Lazzaro Filho, médico e sócio-fundador da Genera. “Mas a genética não é um fator determinante para o desenvolvimento da doença, ela apenas aponta a predisposição ao desenvolvimento de cada indivíduo a ela”, conclui.

Segundo um artigo publicado por Cassandra Willyard no portal Nature², em abril de 2014, estima-se que 40 a 70% da variação do peso seja explicada por fatores genéticos. Mas aspectos como alimentação desbalanceada, sedentarismo, uma baixa qualidade de vida e até mesmo outras doenças também contribuem diretamente para um quadro de obesidade.

“É bom esclarecer que não é uma discussão estética, mas é sobre uma preocupação com os fatores de risco que a obesidade representa para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e para o aumento do colesterol e triglicérides. Com isso, a conscientização e o encorajamento para uma reeducação alimentar e uma melhor qualidade de vida deve ser oferecido a todas as pessoas, independentemente de estas serem ou não predispostas à doença”, conclui Ricardo.

 

¹Fonte: Ministério da Saúde
²Fonte: Nature

 

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