Flacidez na pele: a partir de que idade devo me preocupar?

Envelhecer é algo natural e a nossa pele será um dos primeiros órgãos a demonstrar os sinais disso: é inevitável que rugas, pés de galinha, bigode chinês e olheiras, por exemplo, vão aparecer.

Mas será que é possível retardar o processo de envelhecimento da pele? Existem hábitos que aceleram a flacidez dela? Como a tecnologia pode nos ajudar a restaurar a saúde da nossa pele?

Fernanda Berti Rocha Mendes, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), lembra que por volta dos 30 anos a queda de colágeno – proteína que dá estrutura e elasticidade à pele – é acentuada e perdemos de 1 a 4% do colágeno da pele por ano. Ela orienta que fazer a prevenção ainda quando jovem é a melhor opção.

“O ideal é com 30 anos já fazer estímulo de colágeno, e atualmente, por volta de 20 anos iniciamos tratamento profilático para aumentar o colágeno e prevenir a flacidez”, acrescenta a especialista.

Por que a pele fica flácida?

Com o passar dos anos, a pele vai ficando mais frágil e suscetível ao aparecimento da flacidez. Por volta dos 25 anos, ela passa a produzir menos colágeno, fazendo com que fique mais fina e flácida.

A Dra. Fernanda lembra que a prevenção e o cuidado precoce sempre são mais efetivos e vantajosos, principalmente quando se buscam resultados naturais. No entanto, mesmo em pessoas mais velhas, acima de 60 anos, que nunca cuidaram da pele, podem e devem tratar a flacidez.

“Para pacientes acima de 60 anos, por exemplo, certamente terão uma flacidez mais avançada e será necessário um maior número de sessões dos aparelhos de tecnologia e um maior número de produtos para bioestímulo, assim como mais tempo para avaliar o resultado. Mas sempre é válido tratar a flacidez, mesmo que tarde”, explica o especialista.

Principais causas da flacidez

As principais causas da flacidez são a diminuição de colágeno por causa fisiológica (com idade e diminuição de hormônios fisiológica), pela elastose (o efeito do dano solar cumulativo na pele causa fragmentação das fibras colágenas e da elastina) e pelo efeito “sanfona” (estiramento excessivo da pele e retração, como ocorre na gestação ou em caso de engordar e emagrecer).

A poluição e o tabagismo também podem acelerar esse processo.

Tecnologia à serviço da pele

Quando o assunto é flacidez, os dermocosméticos são apenas uma parte dos cuidados. São importantes, mas não suficientes, e devem ser complementadas com as várias tecnologias existentes.

O destaque vai para o ultrassom microfocado, mas também é possível utilizar os laseres fracionados e bioestimuladores.

“No caso do ultrassom microfocado, a tecnologia Liftera se destaca pois conta com os aplicadores em Caneta, que permitem individualizar e personalizar a técnica de acordo com as necessidades, os objetivos e as características anatômicas de cada paciente. Além disso, permite uma melhor combinação com tratamentos injetáveis como preenchedores e bioestimuladores”, explica a Dra. Fernanda.

Como prevenir a flacidez

É possível cuidar da pele e tentar retardar, um pouco, o processo de flacidez com medidas simples no dia a dia. Confira algumas dicas:

:: Optar por uma alimentação saudável, evitando o excesso de carboidratos, já que eles aumentam o processo de glicação (quando o açúcar vai destruindo e mudando a estrutura do colágeno dentro da pele). A presença de alimentos construtores (ricos em proteínas) é a melhor forma para contribuir com a saúde da pele e dos músculos;

:: Fazer uso diário do protetor solar durante todo o ano, e não apenas no verão;

:: Praticar atividade física regularmente;

:: Beber bastante água, já que ela mantém a pele hidratada, elimina as toxinas do corpo e previne o envelhecimento precoce da pele.

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