No mês da voz, fonoaudióloga Luciana Oliveira ensina a importância da fala

Fundadora da Lume dá dicas de como cuidar da voz e analisa a importância do acompanhamento profissional

A voz faz parte do ser humano. A partir dela construímos diversos tipos de relações, profissionais e afetivas. Nos apaixonamos pela voz do outro. Passamos o dia ouvindo cada nuance de nossos cantores favoritos. Gritamos, cochichamos, cantamos. Apesar do papel que a voz e a fala apresentam diariamente, é raro darmos atenção aos cuidados que ela necessita. Grande parte das pessoas desconhecem ainda a figura do fonoaudiólogo, profissional responsável pela voz.

Em abril celebra-se o Dia Internacional da Voz (16), uma data importante para valorizarmos principalmente os profissionais que cuidam dela, como fonoaudiólogos, professores de canto e otorrinolaringologistas. Uma das pessoas que dedicou a vida para este desafio é Luciana Oliveira, fonoaudióloga e fundadora da Lume, uma escola da voz. Atuando na área há mais de 15 anos, seus pacientes vão desde atores e cantores, até professores e gestores.

– Se há algum incômodo ou desejo de aprimoramento na linguagem oral, audição, respiração e até mesmo na mastigação, deve-se procurar um fonoaudiólogo – aponta.

Os cuidados com a voz vão desde ações simples, como hidratar-se bem, até processos técnicos, como a nebulização com soro fisiológico. É recomendado ainda evitar certas práticas, como falar muito alto ou de maneira agressiva. Já o cigarro e o excesso de álcool são fatores nocivos.

– Não existe boa voz sem água. É importante beber pequenos goles ao longo do dia. Descansar a voz também é recomendado, então uma boa noite de sono é sempre positiva – acrescenta.

Um fator recente que contribuiu para a perda de qualidade da voz foi o uso de máscara, em função da pandemia. Se por um lado o acessório foi fundamental para a proteção contra o vírus, prejudicou bastante nossa comunicação.

– A máscara cria uma barreira que dificulta a propagação das ondas sonoras, fazendo com que a projeção da voz fique danificada e distorcida. Estamos em uma época de retomada da comunicação – explica.

Luciana é fundadora e diretora da Lume, e pioneira a unir saúde vocal com aulas de canto. O espaço, que funciona de forma presencial e virtual, realiza tratamentos e oficinas, contribuindo para uma melhora na dicção de seus pacientes.

– A criação do espaço surgiu da necessidade de um atendimento mais amplo, unindo diversos procedimentos, como aulas de canto, atendimento fonoaudiólogo e fisioterapia respiratória – detalha.

O próximo projeto é relacionar o trabalho feito na Lume com o da fisioterapeuta e bailarina Rita Renha, precursora do método Gyrotonic. Intitulado “O Giro da Voz”, o workshop trabalha a relação corpo e voz.

– A matéria prima da voz é o ar, e o ato de respirar gera movimento. Nosso objetivo é trazer para as pessoas um mergulho de autoconhecimento, tendo como foco essa relação, trabalhando a voz em conjunto com o corpo – ressalta.

Para Luciana, é importante tratarmos a voz com um olhar mais atento.

– A voz é uma ferramenta de expressão do ser, faz parte da nossa identidade. Cuidar da voz é cuidar de si mesmo – finaliza.

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