Mulheres assumem protagonismo na construção civil

Motoristas de caminhão betoneira na Engemix mostram que elas podem estar cada vez mais onde querem

Já faz tempo que as mulheres vêm ocupando lugares que, um dia, foram majoritariamente masculinos, especialmente no setor da construção civil. Atualmente, diversas obras de Curitiba recebem concreto das mãos de uma equipe de mulheres cuja rotina vai muito além do trânsito. Sim, se um ano atrás a equipe contava com apenas uma, hoje já são cinco mulheres atuando na operação da Engemix na Central de Concreto, localizada no bairro Hauer. A unidade de Concreto da Votorantim Cimentos é referência em qualidade no setor e possui mais de 40 centrais de concreto em todo o país.

Uma dessas mulheres é Luana Simão de Moraes, 28 anos, motorista e operadora de caminhão betoneira há quatro meses. São várias habilidades que a função exige, pois o concreto não é uma carga comum, ele “trabalha” e pode escorrer, um produto difícil de lidar pela sua secagem rápida.  E é ela mesma que prepara a betoneira para descarregar o concreto nas obras. Além disso, ao sentar no volante é preciso cuidar com curvas, a velocidade e freadas bruscas, evitar subidas e atentar para a limitação na cidade de circulação pelo peso. Ela comenta que, no começo, teve dificuldade na direção pelo tipo de caminhão que é caixa seca, então para engatar as marchas tem tempo, e até pensou em desistir.

“Na verdade, quando aceitei o trabalho teve quem me desmotivou. Falaram que era um ‘serviço sujo’ e para homem. Mas com o tempo me adaptei, hoje estou aí amando tudo o que faço e tudo que o homem faz a gente também consegue fazer. Às vezes até melhor porque recebo muito elogio. Tem que se esforçar, botar na cabeça que consegue, não são todas que as empresas que dão oportunidade de tirar a carteira e já dirigir, tem que aproveitar”, afirma. O peso do caminhão betoneira que Luana dirige quando ele está carregado é de cerca de 40 toneladas, volume similar a uma carreta.

Apesar da primeira impressão de que esse produto está distante do universo feminino, a rotina de Luana prova que isso não é verdade e mais, felizmente o preconceito se mitiga, revelando mais uma posição que as mulheres podem ocupar também. “Já trabalhei como motorista antes e essa é a empresa com mais funcionários homens que já atuei. Posso dizer que todos sempre foram muito receptivos comigo, tenho apoio e incentivo da equipe e chefia. Quando chego nas obras a primeira reação é de surpresa, mas sempre sou bem recebida também. O resultado é que nunca senti preconceito de ninguém e sim orgulho. Pelas ruas as pessoas ficam admiradas de me ver dirigindo, quando paro no sinaleiro recebo buzinas e parabéns por estar à frente de um caminhão pesado desse”, conta.

Equidade de gênero na Votorantim Cimentos – A Votorantim Cimentos registrou, em 2021, crescimento de 12,6% no número total de mulheres no seu quadro geral de empregados, sendo que 23,5% delas ocupam cargos de liderança. E tem como meta em seus Compromissos de Sustentabilidade atingir 30% de mulheres em posições de liderança no Brasil até 2030.

Esse compromisso pertence ao Programa de Diversidade e Inclusão da Votorantim Cimentos. Para a empresa, diversidade é chave para inovação e construção de resultados duradouros e é vista como estratégica. Quanto maior a diversidade do time, maior a chance de um conhecimento amplo e maior a criatividade e o potencial de inovar. Significa “somar pessoas diferentemente iguais”. A empresa trabalha com iniciativas nos pilares de Pessoas com Deficiência (PCD); Gênero (com foco no empoderamento feminino); Raças (foco em população negra); e LGBT. Outra alternativa da área de Gente da companhia é usar processos de recrutamento e seleção, principalmente de porta de entrada.

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