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Medula Óssea: exame verifica a compatibilidade entre doador e receptor

Junho é conhecido como o mês de incentivo à doação de sangue, e o próximo dia 14 de junho é o Dia Nacional do Doador de Sangue. Além da doação de sangue, fundamental para salvar vidas no sistema de saúde, o voluntário também pode se cadastrar no REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). Quanto mais pessoas cadastradas, maior a chance do paciente encontrar um doador compatível de medula fora do seu grupo familiar. Esse “match” – encontro de compatibilidade sem grau familiar – só acontece em 1 a cada 100 mil pessoas.

Em Curitiba, a Biometrix disponibiliza ao mercado diferentes kits de tipagem HLA de baixa / média resolução bem como kits de alta resolução (alta definição). É esse exame que verifica a compatibilidade entre o doador e receptor. Para portadores de leucemias, o TMO (transplante de medula óssea) se torna a única forma de tratamento quando outras alternativas não apresentaram sucesso. A histocompatibilidade entre doador e receptor é um dos fatores cruciais para o sucesso do transplante. Muitos pacientes não encontram o doador ideal na família, tendo como opção a busca pelo doador HLA compatível, através do REDOME.

“A Tipagem HLA baixa/média resolução identifica o grupo alélico a que os genes pertencem. É um resultado baseado em DNA através de tipagem molecular, ao nível dos dígitos que compõem o primeiro campo na nomenclatura baseada em DNA. Considerando a grande variabilidade alélica dos genes HLA, o sucesso nessa busca torna-se um trabalho minucioso e complexo”, explica Marcelo Mion, Gerente de Suporte ao Cliente e Treinamento da Biometrix Diagnóstica. Se nesta fase encontra-se um possível doador, realizam-se testes de alta definição para a final escolha do doador.

É importante que esse número de inscritos no Registro Nacional aumente – ou que pelo menos se mantenha – porque os antígenos HLA diferem entre grupos étnicos, sendo alguns tipos comuns na população como um todo e outros restritos ou ausentes em certas populações. A miscigenação da população brasileira é o grande determinante no TMO hoje.

Carlos Alberto Rezende, transplantado de medula óssea, foi agraciado com um doador desconhecido, encontrado pelo cadastro. “O sangue é um produto que não se consegue produzir artificialmente. O sangue que está circulando no meu corpo não poderia me salvar se meu doador não tivesse estendido o braço, saído da zona de conforto, para se colocar como doador voluntário. Eu tive a grata satisfação de receber essa medula e ter uma sobrevida”. Seu doador foi Luiz Eduardo de Andrade: “É muito gratificante olhar nos olhos de quem hoje vive por sua causa”, afirma.

Entendendo o HLA

O sistema imunológico tem a função de identificar e reagir a organismos estranhos. Este processo é baseado na identificação dos antígenos, a “marca biológica” de cada célula. Quando o organismo reconhece um antígeno estranho, desencadeia uma resposta com o objetivo de destruí-lo. Este corpo estranho detectado pode ser tanto uma bactéria ou vírus, como um tecido, órgão ou medula transplantados. Assim, o HLA é o responsável pela histocompatibilidade.

É importante saber que o HLA é herdado, uma parte da mãe a outra do pai. A identidade HLA é composta por vários genes agrupados na mesma região no cromossomo 6. Cada gene possui uma diversidade muito grande de alelos. Sabe-se que mais de 11 mil alelos já foram identificados em todo o mundo. Por isso, é muito raro que dois indivíduos tenham o mesmo grupo de genes. A grande complexidade dos transplantes é encontrar esta compatibilidade entre doador e receptor.

REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea): http://redome.inca.gov.br/

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