Se não aguenta mais o seu bichinho, não o maltrate! – Afina Menina – Um Portal para todas Nós

Se não aguenta mais o seu bichinho, não o maltrate!

A veterinária e terapeuta Dra. Melanie Marques dá dicas de como lidar com o pet que está dando trabalho durante a quarentena.

Não é segredo para ninguém que a quarentena imposta pela pandemia obrigou a uma profunda mudança nos hábitos familiares. Se por um lado o isolamento social e o distanciamento físico é algo que se tornou comum no cotidiano, por outro é pouco falado o quanto esta condição mudou a realidade dos animais que agora estão convivendo mais tempo com seus donos.

Essa relação de afeto, amor e companhia pode trazer uma melhora significativa para ambos. Especialmente no sentido de combater a sensação de solidão e monotonia, pois já é comprovado que essas situações afetam diretamente a saúde psíquica, trazendo enfermidades como a ansiedade e a depressão, por exemplo.

Porém, por conta do medo de se contaminar ao sair na rua para passear nos animais, muitos donos acabam se mantendo fechados em casa. E tal conduta pode ser um grande problema para os pets, alerta a veterinária e terapeuta Dra. Melanie Marques. “Isolados, os bichos acabam acumulando energia, além de ficarem em falta com os estímulos da natureza”, destaca.

“Muitos cães estão acostumados, assim como nós, a uma vida social ativa. Com esse cenário, eles passaram a se entediar e o resultado disso é que eles passam a ter comportamentos destrutivos como morder, estragar objetos, latidos excessivos e pasmem: até comer de forma obsessiva!”, revela a veterinária.

Além disso, Dra. Melanie pondera que, quando os tutores estão mais presentes, isso é sinal de clínicas veterinárias mais lotadas. “Além disso, as consultorias comportamentais é a grande pedida do momento”. Segundo a veterinária, “animais são hoje a extensão da família, devido até a convivência ser mais acentuada e há décadas mais humanizada. Porém, isso reflete um certo tipo de experiencias nem sempre agradáveis”, pondera a especialista. “Em um momento de insegurança, estresse, sensação de perigo eminente (essa predominante durante essa pandemia mundial), os bichinhos percebem e reagem a nossa condição emocional.”

Dra. Melanie explica que o sentimento de medo vivido nos dias atuais pode afetar os animais que reagem a isso, podendo vivenciar numa atmosfera mais tensa. “Mas, quando não recebem isso, podem ocorrer situações dele querer mais atenção, ficar mais agitado ou mais temeroso e apático. Todas essas possibilidades até podem resultar em sinais clínicos físicos como lambedura das patas, problemas dermatológicos, ou ainda surtir transtornos comportamentais”.

Diante desta situação, em que os donos ainda estão com receio de sair de casa, mas os pets desejam externar suas energias, Dra. Melanie acredita que é possível encontrar um meio termo benéfico para todos. Com isso, a veterinária orienta a “tirar uma hora do dia sem celular, TV ou livro para estar com seu animal por inteiro. Se possível, saia em segurança com seu cão, nem que seja dentro do condomínio ou numa rua não movimentada, use máscara e ao retornar para casa você pode higienizar as patas deles usando um pano úmido com gotinhas de vinagre e bicarbonato, lembrando de manter bem seco depois”.

Além disso, ela recomenda que nunca se deve usar produtos como álcool em gel, água sanitária ou qualquer produto de limpeza nas patas dos seus animais: “Isso pode causar sérios problemas, por exemplo, graves queimaduras”. Se preferir, outra dica da veterinária é usar “aquelas botinhas disponíveis no mercado para cães de todos os tamanhos e raças”.

As dicas também valem para quem tem um quintal ou espaço de garagem em casa. “Aproveite e passe um tempo com seu animal. Um momento de qualidade, onde você pode desfrutar de sua presença e aproveite para resgatar a criança que há dentro de você. Se possível, sente-se com ele ao lado, participe de suas brincadeiras, e você verá que isso não fará bem apenas para seu amiguinho, mas para você também. Se na sua cidade já tiver liberado a algumas regiões públicas, não há desculpas para deixar a preguiça de lado e desfrutar de um passeio ao ar livre para repor as energias”, completa Dra. Melanie.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *