Entenda como o autoconhecimento é a chave para as mulheres que querem fazer as pazes com a maternidade – Afina Menina – Um Portal para todas Nós

Entenda como o autoconhecimento é a chave para as mulheres que querem fazer as pazes com a maternidade

De acordo com Heloísa Capelas, as mães devem aprender a olhar para si mesmas e questionar crenças antigas para que possam viver a maternidade com autenticidade e amorosidade

Às vésperas do Dia das Mães, uma das datas mais significativas do ano, é sempre importante voltar a atenção para as mães que se autocriticam, que se culpam e que se sentem inseguras com a forma como exercem sua maternidade. Isso acontece, infelizmente, com mulheres de todos os tipos que são constantemente confrontadas pelos velhos conceitos e paradigmas acerca do que significa ser mãe. A saída para evitar tanto sofrimento é só uma: autoconhecimento.

Quem afirma é Heloísa Capelas, uma das principais especialistas do país em autoconhecimento, inteligência emocional e inovação pessoal. Para ela, não há e nem nunca houve receita pronta para ser uma boa mãe. Mas há uma prática que se aplica muito bem para as mamães que desejam exercer uma maternidade saudável: a melhor maneira de viver esse papel com tranquilidade é através da autenticidade, ou seja, da capacidade de desapegar dos modelos pré-estabelecidos para adotar aquele com o qual a mulher se sinta realmente confortável.

Essa autenticidade, explica Heloísa, pode ser alcançada através do exercício contínuo de se questionar e de rever quais exemplos e modelos se encaixam no seu perfil de mãe, e quais precisam ser descartados – por mais tradicionais que sejam. “Ou seja, não é porque serviu para todo mundo ou porque todo mundo faz de determinada forma que essa ‘fórmula’ funcionará para você e seus filhos”, explica a autora de “O Mapa da Felicidade” e “Perdão, a Revolução que Falta”.

Na autenticidade, a mãe não se posiciona como perfeita e, por isso, não passa o tempo todo se cobrando pelas coisas que deram errado. Ao contrário, ela constrói uma imagem positiva diante dos filhos, mostrando que os erros acontecem, que ela não tem todas as respostas, mas que está fazendo o melhor para que se sintam amados, respeitados e acolhidos em suas necessidades.

“Conheço muitas mulheres que tentam acertar o tempo todo como mães para dar o melhor exemplo. Através do trabalho de autoconhecimento e inteligência emocional, consigo sensibilizá-las para o fato de que as mães que respeitam a si mesmas, que abraçam suas imperfeições e que praticam o amor-próprio, essas sim são as que dão o melhor exemplo. Elas criarão seus filhos para que sejam adultos resilientes e capazes de viver o mesmo autoamor e autorrespeito”, afirma.

 

Autoconhecimento também impacta a saúde mental

À frente do Processo Hoffman há quase três décadas, Heloísa Capelas trabalha com uma metodologia que parte do princípio de que todos os filhos aprendem com os pais por cópia e repetição. Na prática, segundo essa teoria, as crianças registram como os pais lidam e reagem diante de suas emoções – como se comportam quando estão felizes ou tristes, por exemplo –, guardam essas informações no inconsciente e, na fase adulta, repetem esse modelo.

“A máxima do ‘faça o que eu digo, não o que eu faço’ não se aplica às crianças como muitos pais e mães imaginam. Elas são mais inteligentes que isso e estão de olho em tudo o que fazemos, não simplesmente no que instruímos que façam. Por isso, se você quer filhos felizes, amorosos, focados, o primeiro passo é dar o exemplo autêntico e real do que é ser feliz, amoroso e focado”, explica Heloísa.

Em suma, para que seu filho tenha condições de crescer com as ferramentas necessárias para uma vida adulta feliz, o trabalho começa por você. Você, mãe, precisa mostrar o que é uma vida adulta feliz, inclusive demonstrando que não vivemos o tempo todo felizes, e que também não acertamos e nem vencemos o tempo todo. “A minha pergunta é: esse é o modelo que você está dando? Comece agora. Sempre há tempo e espaço para errar, acertar e começar de novo. Não é sua obrigação fazer seus filhos felizes, mas, sim, instrumentalizá-los para que possam construir a própria felicidade”, conclui.

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