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Limpar a pele: existe segredo nisso?

A dermatologista Roberta Zaffari Townsend faz recomendações importantes sobre esse passo fundamental do skincare

Assim como lavar o cabelo com um shampoo adequado faz diferença no resultado final, dar atenção ao que está sendo usado na hora de limpar a pele também é fundamental.

“Qualquer rotina de skincare depende de uma boa limpeza da pele do rosto”, afirma a dermatologista Roberta Zaffari Townsend.

O primeiro passo é a escolha correta do sabonete. “Existem sabonetes para todos os tipos de pele, especialmente quando se trata do rosto – e  vale lembrar que o produto de uso corporal não é aconselhável para a face,” diz a médica. Roberta explica que essa área é mais delicada e sensível, e requer produtos específicos. “Um sabonete corporal pode provocar desde um ressecamento maior da pele da região até uma possível alergia, por conta de uma fragrância mais forte.”

No caso de pele acneica ou oleosa, os produtos específicos possibilitam uma limpeza na medida certa, retirando apenas a oleosidade em excesso. “Por serem específicos para esse objetivo, conseguem desempenhar sua função sem promoverem um ressecamento maior da pele, que pode levar ao ‘efeito rebote’ e consequentemente ao estímulo da produção de mais óleo pela pele”, afirma a dermatologista. “Os sabonetes em barra podem ser uma opção, mas as versões líquidas são mais práticas e atendem bem os diversos tipos de pele e suas especificidades”, completa ela.

As peles mistas, por sua vez, são bem adaptáveis. “Elas podem apresentar características de uma pele mais oleosa em alguns dias e mais seca em outros, de acordo com o clima. Por isso, um sabonete que promova uma limpeza suave é o ideal.” Peles sensíveis ou secas também precisam e devem ser higienizadas. “Produtos próprios para esse tipo de pele promovem uma limpeza suave, sem levar a um ressecamento ainda maior da epiderme.”

Tem mais?

O uso do sabonete é básico e indispensável. Mas existem outros produtos que também podem estar presentes no dia a dia da limpeza da pele dando uma ajuda para que certos componentes de maior fixação sejam removidos. “Estes itens podem ser usados para retirar maquiagem ou para o momento de limpeza da pele ao final do dia. Só o sabonete ao acordar é o suficiente”, destaca a especialista.

Um dos mais recentes a entrar para essa etapa de limpeza é o cleansing oil. “Esse óleo de limpeza, junto com os outros emolientes já presentes na pele, consegue retirar impurezas e promover a limpeza da pele.”

Assim, esse tipo de produto pode ser usado com a mesma função e no lugar do sabonete. “Apesar dessa função de remoção, esse tipo de produto não necessariamente retira a oleosidade da pele como faz um sabonete. Inclusive, por conta da sua textura alguns pacientes sentem necessidade de usar um sabonete após o uso do cleansing oil”. Doutora Roberta destaca ainda que essa textura é uma opção legal para peles secas, mas que as oleosas também podem usar esse tipo de produto sem medo. “Vale sempre a regra de testar para ver como a pele reage a essa novidade”.

Já os demaquilantes são mais comuns dentro do passo de limpeza. “Os bifásicos são bem interessantes, conseguem unir a textura leve de uma água micelar, por exemplo, e a função do óleo que facilita a retirada de certos produtos da pele.”

A água micelar, por sinal, também é outra opção. Assim como o demaquilante, esse item necessita de uma base, como um algodão, para ser aplicado no rosto – diferentemente do cleansing oil, que consegue ser depositado diretamente na pele. “Ela é um água enriquecida com moléculas que puxam os resíduos presentes na pele, muitas vezes podendo ser mais suave do que alguns demaquilantes. Pessoas de pele oleosa se adaptam melhor à água micelar, mas esse item não necessariamente remove produtos à prova d’água.” E a especialista ainda completa: “A água micelar também pode entrar no lugar do tônico.”

Por falar em tônico, esse também apresenta uma textura leve e é usado como último passo da limpeza. “Por meio do seu uso ainda é possível retirar algum resíduo que possa ter ficado mesmo com as limpezas anteriores. Ajuda a evitar a obstrução dos poros e também é um ‘carinho’ para a pele após uma sequência de limpeza.”

Acessórios de limpeza

A febre dos limpadores, sejam eles manuais ou mecânicos – com vibração – ainda permanece. Mas o quanto realmente esses aparelhos ajudam na limpeza da pele? Será que vale o investimento? E eles podem ser prejudiciais de alguma forma para a pele? “Esses aparelhos podem ser interessantes como um ‘plus’ para o momento de limpar a pele, mas o resultado de uma boa limpeza vai depender muito mais das escolhas corretas dos produtos usados do que necessariamente de uma ferramenta como essa,” explica doutora Roberta.

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