Nariz entupido? Saiba diferenciar rinite, gripe e covid
Especialistas explicam os sinais mais comuns de rinite, sinusite, resfriado, gripe e covid-19 e mostram quando é hora de procurar atendimento.
Com a chegada do frio, sintomas como nariz entupido, coriza, tosse e febre ficam mais comuns — e também mais confusos. O problema é que esses sinais podem estar ligados a condições diferentes, como rinite, sinusite, resfriado, gripe e covid-19, cada uma com causas e tratamentos próprios.
Por isso, reconhecer o padrão dos sintomas ajuda a evitar erro no cuidado e a buscar atendimento no momento certo, principalmente quando o quadro pode evoluir para complicações respiratórias mais graves.
Nem todo nariz entupido é rinite
Segundo a otorrinolaringologista Nadine Scariot, dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, é comum o paciente já chegar com um diagnóstico pronto, mas nem sempre ele está certo. A rinite, por exemplo, atinge a mucosa nasal e costuma causar coceira no nariz, espirros repetidos, olhos lacrimejando e secreção nasal clara. Também é frequente a sensação de o nariz “trancar e destrancar” ao longo do dia.
Na sinusite, o quadro tende a ser mais pesado e persistente, com pressão no rosto, peso na cabeça, congestão intensa e redução do olfato. Muitas vezes, ela aparece depois de um resfriado ou de uma crise alérgica mal controlada.
Já o resfriado começa de forma mais leve, com coriza clara, e pode evoluir para secreção mais espessa. Na gripe, causada pelo vírus Influenza, o destaque costuma ser a febre alta de início súbito, acompanhada de dores musculares intensas e prostração. “Às vezes, o paciente mal consegue sair da cama”, descreve a médica.
Na covid-19, a congestão também pode acontecer, mas um sinal chama atenção: a perda súbita do olfato, que pode surgir até sem o nariz totalmente entupido.
Frio não causa gripe, mas favorece o problema
Um dos mitos mais comuns do inverno é achar que pegar vento gelado ou sair com o cabelo molhado causa gripe. Nadine esclarece que o frio, sozinho, não provoca infecções respiratórias. O que acontece é que as baixas temperaturas e o ar seco irritam as vias aéreas e favorecem a circulação de vírus e outros agentes infecciosos.
Ambientes fechados, pouca ventilação, poeira, ácaros e mofo também pioram o cenário e aumentam o desconforto nasal.
Quando procurar atendimento
Nem todo quadro respiratório é simples. Segundo o clínico Ricardo Gullit, dos mesmos hospitais, sinais como falta de ar, febre persistente e piora progressiva do estado geral exigem atenção médica. Idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias crônicas precisam de cuidado redobrado.
Para prevenir crises, a recomendação é manter os ambientes ventilados, trocar a roupa de cama com frequência, evitar tapetes e cortinas que acumulam poeira e usar lavagem nasal com soro fisiológico, que ajuda a fluidificar secreções e remover partículas irritantes.
A vacinação também segue como uma das principais formas de proteção contra doenças infecciosas e suas complicações, incluindo gripe, covid-19 e pneumonia.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



