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Tecnologia inédita no Brasil evita queimaduras na pele em lipoaspiração com laser

O dispositivo lê a radiação infravermelha, traduz a leitura em temperatura e transmite os dados por Bluetooth para acompanhamento em tempo real. Tudo para gerar mais segurança no procedimento e evitar lesões na pele

O médico Fábio Kamamoto – graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e especialista em Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP – desenvolveu a lipolaser termoguiada, uma tecnologia inédita usada para dissolver a gordura e estimular a produção de colágeno reduzindo a flacidez de pele, sem queimaduras. Com o objetivo de gerar mais segurança nas lipoaspirações com laser, por conta do aquecimento que pode gerar queimaduras na pele durante o procedimento, o especialista desenvolveu o uso de uma termocâmera para monitorar a temperatura e a distribuição de calor na pele, em tempo real, para promover melhores resultados.

O método é orientado por tecnologia não-invasiva e monitora a distribuição do calor de maneira homogênea, evitando queimaduras na pele do paciente. Para a realização desse protocolo de segurança utiliza-se uma termocâmera norte-americana inovadora com a capacidade de ler a radiação infravermelha, traduzir a leitura em temperatura e transmitir os dados por Bluetooth para o cirurgião acompanhar ao vivo durante o procedimento.

“Os resultados do estudo mostraram que o monitoramento termoguiado permite aplicação precisa da temperatura na superfície da pele (geralmente entre 36 e 38 graus) e a distribuição homogênea do calor. Se a temperatura for muito baixa ou muito alta, o resultado ou não será satisfatório ou se transformará em lesão na pele. O uso dessa tecnologia disponibiliza previamente indicadores de calor, sem risco de queimaduras, o que nos dá um parâmetro seguro para atingir a temperatura em cada região do corpo”, comenta Fábio Kamamoto.

Estudo publicado este mês – A padronização do método já havia sido comprovada cientificamente no ano passado no 56º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica. A novidade é que o estudo, que envolveu 83 pacientes do sexo feminino, com idades entre 17 e 75 anos, que passaram entre 2017 e 2018 por procedimentos de lipolaser termoguiada (lipoaspiração a laser com o uso da termocâmera) foi aprovado e publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, referência em cirurgia plástica no país.

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