Luto de pessoas mortas e luto de pessoas vivas – Afina Menina

Luto de pessoas mortas e luto de pessoas vivas

Uma coisa é fato: todos nós, um dia, vamos morrer. E quem fica é aquela pessoa que irá sentir falta de nós. E o que deixaremos para esse mundo e no coração das pessoas pelas quais passamos? Alegria? Dor? Raiva? Amor? Tudo o que você semear, você irá colher. Logo, o que temos feito em vida nos dirá muito sobre como será a lembrança dos que ficaram.

E um exercício que você pode fazer hoje mesmo é o seguinte: o que estaria escrito na sua lápide? “Aqui jaz…”. O que você escreveria sobre como foi sua vida e o que deixou? Tem gente que passa pela vida, como dizemos, em brancas nuvens.

Não se arriscar também é deixar de viver. Estar dentro de casa evitando sair porque pode ser que encontre um ladrão na esquina é dar ao medo um poder maior do que para a luz. Não que o risco inexista só porque eu quero. Mas somos cocriadores da realidade e o verbo tem poder. Se você expressar algo, esse algo se materializará como num passe de mágica, mas foi você que primeiro o criou.

Morto vivo

Tem gente que leva a vida de morto vivo. São pessoas que só reclamam da vida. Sempre olham para o copo vazio, são negativas na essência, enlameadas nessa vibração.

Não conseguem dar gratidão e acham que é uma mera palavra vazia. Mas gratidão é render graças ao que se tem, ao que se é. E, quanto mais se agradece, mais coisas boas acontecem. São pessoas que não têm equilíbrio entre vida pessoal e profissional. São egóicas, ensimesmadas, ou seja, estão focadas só em si.

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Mas a vida é mais. As pessoas que mais vivem no mundo, situadas numa ilha do Japão chamada Okinawa, definiram um modo de viver que traz longevidade.

Não, não é nenhuma poção mágica. É ter na essência um propósito maior. Dedicar-se a uma planta se for o caso. Mas com toda a sua dedicação. É viver em comunidade num projeto e dar o seu melhor. É estar com amigos, cercado por pessoas. Ao final da vida, muitos bilionários dariam toda a fortuna para ter mais saúde ou para terem mais convívio com os seus entes queridos, concorda?!

Conheço muitas pessoas que vivem o luto de pai, mãe, filhos. Eu digo que é de partir o coração observar essas pessoas. É, com certeza, um pedacinho que vai junto, mas também essas pessoas deixaram sua eternidade em nós, no sangue que corre nas nossas veias, nas lições que aprendemos com elas.

É importante viver esse período e ninguém vive por nós. A dor vem, logo depois ameniza, volta com uma lembrança, faz passar com um abraço amigo. Se este é o seu caso, o luto faz parte da vida e deve assim ser entendida.

Luto de pessoas vivas

Mas também quero compartilhar com você outro tipo de luto. É a perda de pessoas vivas. Por algum motivo, essas pessoas deixam de fazer parte da sua vida. E pode ser de um dia para o outro no caso de uma separação. Ou no caso dos filhos que se casam, isso acontece gradativamente.

Digo para você que é um luto também. Diferente, porque a pessoa está viva, mas as circunstâncias mudaram. É um estranhamento de si mesmo viver sem essa pessoa que antes fazia parte do seu mundo. Porém, agora não mais.

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É também um exercício de desapego. Dizem que o verdadeiro amor liberta. Logo, é preciso amar tanto, mas tanto, que decidimos liberar. E nos liberar.

Porém, não é um mar de rosas esse processo. Há espinhos também. As lembranças do dia a dia, do jeitão da pessoa, das coisas que faziam juntos, os projetos que se vão feito castelo de areia. A tudo isso nós nos despedimos no luto.

Se você passa por isso, viva intensamente. Chore o que tiver que vazar do seu peito. Deixe ir. Libere-se. E, principalmente, perdoe-se. Somos humanos, cometemos erros e sofremos também com os erros dos outros sobre nós.

A transformação só vem quando deixamos cair o véu da ilusão. Precisamos enxergar a verdade como ela é. Pessoas mortas ou vivas cruzaram nossas vidas para que aprendêssemos algo e seguíssemos diferentes.

Esse entendimento é libertador, porque passamos a olhar a vida como um grande trem. Alguns ficam, outros mudam de vagão, outros desembarcam e outros embarcam. Um ciclo, uma onda do mar, uma teia. Tudo sistêmico. Tudo é como tem que ser. A morte e o nascimento são etapas na terra, a vida é eterna.

Paz no coração a você.

 

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