O ciúme – Afina Menina

O ciúme

Ah, o ciúme, quem nunca deu uma resvalada nele?

Quem nunca armou um barraco para demonstrar “amor”?

Quem nunca pensou que comprou e pagou pelo companheiro ?

Há centenas de perguntas sobre o ciúme… Quem? Quem? Quem?

E ganhou o quê ?
Rugas, perda de peso, noites insones, roeu todas as unhas pensando que estava sendo traída, para, ao final, descobrir que atormentou tanto o outro, que acabou sozinha.
Pare!!!!
Se você realmente quiser manter um relacionamento saudável, faça um autoexame.

A gente sempre acredita que o problema está no outro, mesmo o outro se virando do avesso para agradar, porque deduzimos brilhantemente que a grama do vizinho é mais verde, que o perfume da fulana é o melhor, que ela se veste com mais elegância, etc… Etc… E tal!
Engano seu!!!!
Ninguém é melhor do que ninguém.

Resguardadas as condições sócio-econômica-culturais, o que no fundo não quer dizer nada, pois o sentimento de inferioridade acomete  todas as classes… E o ciúme, no meu entender, é um complexo de inferioridade.

Você queria ser como aquela pessoa que ele admira. Não é inveja, você só queria ser o alvo de todas as atenções dele. Mas não é, e não precisa se descabelar toda e nem chorar por três dias por conta disso. O que você tem que fazer é acreditar em você, aceitar que existem pessoas diferentes (porquê não dizer, mais bonitas, mais cultas, mais elegantes?).

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Mas você existe, você! E se a pessoa ainda está aí, é porque ela gosta, ama de verdade.

Pense, reflita, analise o seu comportamento.
Se o outro não lhe dá mostras de ser um paquerador incorrigível ou um mentiroso compulsivo, acredite, o problema está em você. E você vai terminar sozinha, a não ser, é claro, que ele a ame mais do que tudo e perdoe as suas sandices,

E como cheguei a esta conclusão ?
Por experiência própria, infelizmente !
Lá, um belo dia, achei que devia me vestir melhor, maquiar, pentear, dar uma geral na aparência… E descobri que era para ficar parecida com aquela atriz, da qual ele era fã de carteirinha; aquela secretária que vez ou outra comentava, ou com a perfumada mulher do vizinho. Desisti. Não era eu.

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Aprendi a lidar com a minha, digamos, “fraqueza”.
Preferi acreditar nele, aceitar sem questionar o serviço extra, os happy hours, as viagens e tentei ser feliz ao lado de quem tinha me suportado até então. Porque, convenhamos, ninguém aguenta cobranças diárias  de frutos de uma mente desocupada.
Hoje eu sei quem eu sou, e vivo muito bem, obrigada!!!
Ah, e dei também, uma geral na aparência!
Se bem que às vezes me pergunto: seria eu uma ciumenta louca desvairada ou seria ele um paquerador incorrigível ?

Putz !!! agora preciso pensar… Será ?

Brincadeirinha !!!!!

Este texto foi redigido sem conhecimento clínico-científico, baseado apenas no “dilema” da autora.

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