Como criar hábitos saudáveis e lidar com o estresse negativo – Afina Menina

Como criar hábitos saudáveis e lidar com o estresse negativo

Exercícios físicos e técnicas de atenção plena e meditação são algumas das recomendações do Freeletics

Nos últimos meses, muitas pessoas tiveram de se adaptar à abrupta quebra de rotina promovida pelo isolamento social. A quarentena vem provocando impactos emocionais e preocupa profissionais de saúde mental do mundo inteiro. Desde 2015, o CVV (Centro de Valorização da Vida) promove, em âmbito nacional, o Setembro Amarelo, campanha voltada a salvar vidas, com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção do suicídio.

De acordo com dados de 2019 da Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% da população brasileira sofre de ansiedade, e 5,8% lida com a depressão, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Um dos fatores que pode influenciar nesses números é o estresse. Quando ele é positivo, recebe o nome de eustresse, e se dá diante de situações gratificantes, como passar em um concurso, acompanhar o nascimento de um filho ou assumir um novo trabalho. Quando ele é negativo, é chamado de distresse, e ocorre quando as pessoas passam por problemas, desafios, pressões e ameaças.

“Todo mundo se estressa. Talvez o gatilho seja uma reunião com o chefe, uma nova rotina de treinos que a pessoa está começando, ou algo importante que está para acontecer”, explica Liora Bels, especialista em bem-estar do Freeletics, aplicativo líder em exercícios físicos e estilo de vida com uso de inteligência artificial. “Algumas pessoas lidam bem com o estresse, mas outras se sentem sufocadas, não suportam a pressão e têm dificuldades para enfrentá-lo”, alerta.

Com o objetivo de ajudar a aliviar o estresse e trazer equilíbrio às situações do dia a dia, a especialista do Freeletics listou algumas estratégias para lidar com situações difíceis de maneiras positivas.

A ferramenta definitiva para lidar com o estresse

Para Liora, lidar com circunstâncias difíceis pode ser estressante por si só, mas é possível aprender a enfrentar os efeitos do estresse. Como? Com técnicas de atenção plena e meditação. “A atenção plena é uma ferramenta poderosa que pode ser praticada tanto para os esportes, quanto para o dia a dia. Trata-se da ideia de estar totalmente presente no momento, ou, em outras palavras, permitir-se apenas ser”, explica.

Na prática, atenção plena e meditação prezam por permitir-se ficar a sós com os próprios pensamentos – todos eles, até mesmo os negativos. E, quando os pensamentos negativos surgem, é preciso identificá-los, aceitar as coisas que não podem ser mudadas e focar no que é possível fazer. “Essa simples mudança de foco pode ajudar a pessoa a desenvolver a habilidade de lidar com as situações, e isso pode aliviar o estresse e melhorar o bem-estar de maneiras incríveis”, completa a especialista.

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Como começar a praticar atenção plena e meditação

Liora explica que atenção plena e meditação podem intimidar no começo, mas, na verdade, não são tão complicadas. “A chave para começar bem é reservar tempo para si. Nós nos prendemos tanto na vida diária que geralmente esquecemos de fazer um intervalo, passar um tempo a sós e simplesmente relaxar. O relaxamento rejuvenesce tanto o corpo quanto a mente e ajuda a lidar com situações difíceis de uma maneira positiva”, pontua. Por isso, ela aconselha: tirar ao menos 5-10 minutos do dia e fazer um exercício de respiração quadrada, ou uma caminhada curta com meditação guiada, fará bem ao corpo e à mente.

Para quem deseja criar hábitos duradouros e atingir objetivos de saúde a longo prazo, o aplicativo Freeletics oferece o recurso Coach da Mente, que ajuda as pessoas a criarem uma mentalidade equilibrada, voltada para objetivos, com sessões projetadas de treino em áudio. Com duração de 5 a 20 minutos, o coach ensina a estabelecer rotinas, lidar com contratempos, gerenciar o estresse e melhorar o foco, a recuperação e o sono.

Prática de exercícios

Além de praticar a atenção plena regularmente, qualquer forma de atividade física pode ser uma maneira poderosa de ajudar a aliviar o estresse e melhorar o humor. “Na verdade, as duas se complementam muito bem. Os exercícios levam à liberação de mais dopamina, serotonina e endorfinas, mais conhecidas como hormônios da felicidade”, explica Liora.

Esses hormônios contribuem para a sensação de bem-estar e euforia, além de reduzirem o nível do hormônio do estresse, o cortisol – mesmo no longo prazo -, aumentando a resiliência contra o estresse e trazendo mais confiança, otimismo, força e felicidade. “O estresse é simplesmente parte da vida, e às vezes sai do controle. A chave é aprender a lidar com as frustrações, gerenciar o estresse e melhorar o foco”, conclui.

Superação na quarentena

Em tempos de isolamento social e trabalho remoto, há muito incentivo para que as pessoas tenham uma rotina prejudicial à saúde. Manter hábitos saudáveis na quarentena, como sono regulado e organismo ativo, pode ser difícil. Wanderson Martins, de 29 anos, encarou a situação como um desafio. Após perder 23 kg treinando pelo celular, em 2019, a necessidade de passar mais tempo em casa, este ano, gerou outra mudança na vida do economista: ele conseguiu manter hábitos mais saudáveis e redefiniu sua saúde mental.

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Por meio do Freeletics, Martins adaptou sua rotina e encontrou uma maneira de lidar com a quarentena. “Eu não sei o que seria da minha sanidade mental sem o Freeletics neste período de isolamento social. Não posso ir para a academia, e correr também é arriscado, pois em horários de pico, os pontos tradicionais de corrida estão lotados”, explica. “Também não é recomendado o uso máscaras durante atividade física intensa. Dessa forma, a única maneira segura de praticar exercícios agora é no conforto de casa”, destaca.

O economista decidiu encarar o isolamento social como uma forma de continuar com os treinos e focar em seu bem-estar emocional. “Eu quis manter um estilo de vida saudável durante esse período, e os treinos também evitam que tenhamos comorbidades que potencializam os efeitos do novo coronavírus”, explica. “Além disso, a liberação de hormônios, como endorfina e serotonina, ajuda a superar as dificuldades psicológicas impostas pelo isolamento social”, destaca.

Há um ano usando o Freeletics, Martins garante que todos os resultados e transformações vão muito além do visual. “No dia a dia, consigo fazer minhas tarefas com mais facilidade, sou uma pessoa mais disposta, consigo dormir melhor, acordar mais animado. E isso me ajudou a me preparar para o isolamento social”, pontua. “Estou muito mais confiante e, agora, quando vejo um desafio no treino do dia no aplicativo, não me sinto desestimulado a tentar, mas com vontade de superar. A cada atividade, a motivação se mantém”, finaliza.

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