63% dos idosos chefiam suas famílias, segundo estudo realizado pelo SESC São Paulo – Afina Menina

63% dos idosos chefiam suas famílias, segundo estudo realizado pelo SESC São Paulo

Com a pandemia do coronavírus, medidas de isolamento social se tornam desafios para a manutenção da vida; Além do risco de contágio, o chamado “preconceito etário” foi potencializado durante o período. O estudo mostra, também, que apenas 25% dos idosos recebem ajuda para realizar tarefas fora de suas casas

A segunda edição da Pesquisa Idosos no Brasil, realizada pelo Sesc São Paulo, traz insights importantes sobre o que é ser idoso no país. Dentre os recortes do estudo feito em parceria com a Fundação Perseu Abramo, dados sobre renda e moradia chamam a atenção para a condição em que vive essa população hoje, com olhar especial sobre a pandemia do coronavírus.

Segundo a pesquisa, 63% dos idosos entrevistados chefiam suas famílias, enquanto 17% moram sozinhos e 33% vivem com uma pessoa apenas, no geral o cônjuge, que, quase sempre, tem a mesma faixa etária (o salário médio dessa população é de R$ 1.765,79). Assim, muitas vezes o idoso é quem precisa sair de casa para realizar suas atividades cotidianas, compras, serviços bancários etc., ainda que conheçam os riscos.

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Além do risco de contágio, o que ficou ainda mais evidenciado durante a pandemia é o chamado preconceito etário: muitos idosos têm sido alvos frequentes de perseguição. “O garoto que estava do lado, olhou pra menina e disse: não sei o que esse velho tá fazendo aqui, não é ambiente pra ele. E eu muito calmamente falei: desculpe, eu ouvi o comentário que você fez, só que eu sou você amanhã”, conta um dos entrevistados da pesquisa, morador de São Paulo, 62 anos, “tem muita

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discriminação e muita falta de respeito”.

SOBRE A PESQUISA

A pesquisa foi realizada entre 25 janeiro e 2 março de 2020 e contemplou dois subgrupos: maiores de 60 anos e adultos entre 16 e 59 anos. No total, foram 4.144 entrevistas em 234 municípios urbanos de pequeno, médio e grande portes, distribuídos nas cinco macroregiões do país.

A pesquisa lançou um olhar sobre uso da internet, autoimagem, moradia, relações familiares e laços afetivos, sexualidade, percepção da morte e solidão ‒ com ênfase no período de isolamento social.

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