Você sabe o que é dependência emocional? – Afina Menina

Você sabe o que é dependência emocional?

Qual a diferença entre pessoas dependentes e independentes emocionalmente? Você é o tipo de pessoa que, quando entra em um relacionamento, acaba se abandonando?

A dependência emocional é um tema com o qual muitas pessoas se identificam, pois é o tipo de situação que acontece mais do que a gente imagina.

Primeiros passos para ser livre

O primeiro passo para a mudança é reconhecer a dependência emocional. Entenda: você só consegue mudar aquilo que enxerga, identifica e conhece. Se você vive em um processo de negação das suas dores e feridas, é impossível conseguir uma mudança. Agora, se você já se reconheceu assim: parabéns, você deu o primeiro passo!

Enquanto você não reconhecer suas limitações e dificuldades, não conseguirá mudar nada.

Existem relacionamentos que nos adoecem de tal maneira que perdemos as nossas referências. É como se nos perdêssemos de nós mesmas, não sabemos mais quem somos.

Por isso, você só consegue mudar a partir de um primeiro passo, que é o processo de reconhecimento. Ou seja, você precisa aceitar que é isso, que tem isso.

Muitas vezes, nós precisamos vencer nossos próprios julgamentos, pois não é fácil se reconhecer como uma pessoa dependente emocional, insegura, ciumenta.

É um processo difícil, que exige coragem e muita humildade, mas é o único capaz de tirar você deste processo de negação.

Você só consegue resolver qualquer problema na sua vida quando entende que também é parte desse problema. Enquanto você fica achando que o problema está no outro ou do lado de fora, você sempre será uma pessoa desabilitada emocionalmente.

O que é ser desabilitado emocionalmente?

Uma pessoa desabilitada emocionalmente é aquela que está sempre no meio de algum problema. Ela grita, xinga, aponta, cobra a mudança do outro e coloca a culpa sempre em alguém. Quando o relacionamento termina, ou a pessoa sai da vida dela, ela se vê diante de outro problema, porque, no fundo, o problema não estava na outra pessoa.

Dessa forma, o ciclo se repete continuamente: troca a pessoa e o problema continua com você, pois você não resolve o problema, porque não olha para dentro, não se questiona, não usa o senso crítico para analisar a razão pela qual está atraindo isso para a sua vida ou por que continua com uma pessoa que lhe faz sentir desconfortável.

Este tipo de pessoa avoluma um problema atrás do outro, pois não tem inteligência emocional e ainda não reconheceu que é responsável pela sua própria vida. Então, o problema é como um ioiô: vem e vai.

Já a pessoa habilitada emocionalmente se enxerga dentro do problema, ela percebe que tem um problema e não se acomoda com aquilo (não se acostuma com o problema). Ela é capaz de identificar que aquilo faz mal, contamina e que ela não é mais ela mesma dentro daquele relacionamento.

Este tipo de pessoa se questiona sobre a razão pela qual a mesma situação continua acontecendo, mesmo depois de tentar solucioná-la com o parceiro. Essa pessoa recua, pois entende que é parte do problema e resolve a sua parte.

Ela não gasta energia na tentativa de mudar o outro ou salvá-lo, pois entende que um relacionamento é 50% de cada um e, se o outro não quer fazer a parte dele, não é você que vai ensiná-lo a ser diferente, implorando para não fazer coisas que magoam ou chateiam.

A pessoa habilitada não quer este lugar, este papel, ela quer alguém que tenha o mesmo interesse que ela em manter a relação bem. Essa é uma pessoa independente emocionalmente. Ela se linka a outras pessoas por coisas positivas, porque vê valor naquele relacionamento.

A pessoa que depende emocionalmente de outra pessoa abre mão de quem ela é, agindo como se o outro fosse a parte que lhe completa e quando este outro não está com ela, ou não lhe dá atenção, ela se sente vazia.

Como seria possível preencher-se com aquilo que não é seu? Não preenche! Pelo contrário, você entra em um estado que eu chamo de SACO SEM FUNDO EMOCIONAL.

Fazer tudo sem esperar nada em troca só funciona na teoria

Quando você transfere para o outro responsabilidades que são suas, você nunca vai se sentir preenchida e completa. Desta maneira, você sai do seu senso de existência, que tem a ver com quem você é. Se você não estiver conectada com quem é, com o seu ser, nada do que você venha a ter vai lhe preencher.

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Por isso, uma pessoa que é dependente emocional não se preenche desse ser, pois ela está vinculada com “fazer coisas” ou “ter coisas”. Ela acha que tudo tem a ver com esse senso de capacidade: “o que mais eu posso fazer por essa pessoa? O que mais eu posso dar a essa pessoa?”

Se o ser não está alinhado e conectado, você vai ser sempre aquela pessoa que faz, que retira da sua reserva e se anula, pois o outro não tem a obrigação de retribuir o que você dá sem ele pedir. Mesmo que você gosta de agradar, que este seja o seu jeito, você precisa ter um limite. Qual é o limite?

O limite é a reciprocidade, pois quando não há reciprocidade, você precisa parar de dar para o outro e começar a dar mais para você.

Essa história de fazer tudo sem esperar nada em troca só funciona na teoria. Isso é mentira e enganação.

Nós sempre fazemos as coisas esperando algo em troca. Quanto mais você faz por uma pessoa que não tem algo para lhe oferecer, mais frustrada você fica. E você vai ficar cada vez mais escrava e dependente dessa pessoa, desse carinho, dessa preocupação.

Entenda: a sua teimosia de tentar mudar o outro faz com que você se torne uma pessoa permissiva, que aceita tudo enquanto espera a mudança do outro. E é assim que a gente se destrói.

A pessoa habilitada emocionalmente sabe que nasceu e vai morrer sozinha. Que é ela quem precisa resolver a própria vida, pois ninguém vai fazer isso por ela. Se você não correr atrás dos seus objetivos, ninguém vai fazer este trabalho pra você.

A pessoa habilitada emocionalmente, mesmo amando, gostando muito, tendo apego, olha para aquele relacionamento e enxerga que não pode mais continuar ali, pois se ela continuar neste lugar vai se machucar ainda mais. Então, ela escolhe sair.

Mas esta escolha é muito consciente, pois ela sabe que a vida vai seguir, que vai passar pela dor, pelo processo de desintoxicação, que chegarão os dias em que ela vai sentir saudade, vai ficar triste, vai chegar aquele momento em que a mente vai perceber que ela saiu da sua zona de conforto e vai se sentir ameaçada e tentar lhe sabotar.

Preste atenção: a mente “esquece” tudo o que você sofreu e passou de ruim. Quando você sofre, seu cérebro começa a mandar estímulos e pensamentos automáticos, que fazem você se conectar com as partes boas do relacionamento com essa pessoa, deletando a parte ruim.

Isso acontece porque você é emocional, mas não deve se guiar por isso. Se você for racional, vai perceber que nem todo dia era bom assim como parece.

Então, a pessoa que é dependente emocional vai ficar neste lugar, vai aceitar pessoas que não contribuem para o crescimento pessoal e ainda a levam para o fundo do poço, anulando sua essência.

A pessoa independente emocional sai deste lugar, tendo consciência de tudo o que vai passar, mas sabendo que merece muito mais.

Assuma as rédeas da sua vida: crenças limitantes e referências positivas

Para dar o passo na direção da mudança, você também precisa procurar referências positivas de relacionamento, para saber que existe mais, que existe outro tipo de relacionamento, um modelo saudável.

Não seja a pessoa que coloca o parceiro no pedestal, pois se você fizer isso vai continuar nos mesmos ciclos, alimentada pelo seu ego. Faça as escolhas certas.

Se você é uma pessoa dependente emocional, qual é a primeira coisa que você precisa trabalhar? Sua independência. Para isso, você deve analisar as seguintes questões:

✔ Onde estou amarrada com essa pessoa?
✔ Onde mora a minha crença?
✔ Quais são as minhas crenças? (Eu não vou ser feliz sem essa pessoa? Eu não vou ter dinheiro sem essa pessoa? Se eu terminar este relacionamento o meu parceiro vai arrumar outra pessoa e ser mais feliz?)
✔ Onde mora a minha independência?
✔ No que estou me apegando para me manter nesse lugar?

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Primeiro: identifique sua crença limitante, aquilo que lhe prende nesse lugar onde você não está feliz. A partir disso, você começa o seu processo de mudança.

Ser independente é contar consigo mesma, é fazer as suas coisas, tomar as suas próprias decisões – e bancar essas decisões. Não adianta sair de um relacionamento que está ruim e ficar parada no tempo, esperando que a pessoa se arrependa e venha atrás de você.

Se você, por exemplo, é dependente financeiramente do seu parceiro, comece a procurar um emprego, entregar currículos. Comece de algum lugar! Não dependa financeiramente de um homem. O dinheiro do homem é do homem, não é seu.

Você precisa andar com as suas próprias pernas, buscar suas próprias realizações. No que você é boa? No que você pode ajudar as pessoas?

Se você não arregaçar as mangas e ficar com essa crença de incapacidade, você não vai sair do lugar. A única coisa que cai do céu é chuva, o resto a gente precisa correr atrás.

Troque o seu discurso. Em vez de dizer “eu não consigo”, pergunte-se: “o que eu preciso aprender para conseguir fazer isso?” Hoje em dia, o Youtube oferece cursos gratuitos para você aprender qualquer coisa, só precisa ter força de vontade.

Você não pode ser uma criança que fica esperando tudo dos outros. Você não é criança, você já é uma mulher. Então, saia desse lugar, se não você será tratada para sempre de maneira infantil. Se você quer ser respeitada, comece fazendo isso por você mesma.

“Não dependo financeiramente desse homem, mas não sei viver sem ele, sem ele eu vou morrer.”

O que você precisa colocar na cabeça é que a única coisa sem a qual você não vive é oxigênio, o resto todo você se adapta.

Saia, faça coisas que você nunca fez, conheça pessoas. Não fique trancada em casa, deitada na cama, chorando pelo seu ex.

Existem dois extremos: ou a mulher fica presa no homem, mesmo em um relacionamento ruim, porque acha que esse é o único homem do mundo, ou acha que qualquer homem que chega é a pessoa da sua vida. Não é assim!

Há muito mais do que isso e você deve querer muito mais do que isso. Não há como você ser uma pessoa dependente emocionalmente quando você se ama e sabe o seu valor. Para quem tem amor próprio, nunca falta amor.

Se você não se ama, se você não confia em si mesma e acha que precisa o tempo inteiro estar emaranhada com outra pessoa para fugir de si mesma, você vai viver querendo se perder. Não é que você queira se encontrar, você quer fugir de você.

Assim, qualquer distração serve e você se perde por qualquer coisa, valoriza qualquer coisa, pois qualquer coisa é melhor que nada.

Ame o que é seu

Você precisa encarar a realidade. Talvez, a realidade é que você não está feliz no relacionamento, mas romantiza a situação muitas vezes, como a vida nas redes sociais, que parece sempre bonita e perfeita. Não embase sua vida nas redes sociais.

Tudo o que você olha na vida do outro como melhor ou superior à sua é uma carência ou projeção pessoal. Use você mesma como referência. Use o mundo real, seu próprio referencial, e não se desconecte da realidade.

Onde você achar que o outro é melhor do que você, volte a sua atenção para você e faça melhor na sua vida. Viver se comparando não muda a sua realidade, só faz você se sentir pior.

Seja a pessoa que você quer ter na sua vida. Vibre nesta frequência e você vai atrair essa pessoa.

Por: Brisa Dantas – Terapia Faz Bem

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