Romance aborda abandono e maternidade real em tempos de solidão

Pós-doutora em Saúde Pública lança obra que discute saúde mental feminina e desafios da maternidade

A enfermeira e pesquisadora Adriana Moro, pós-doutora em Saúde Pública, apresenta seu romance de estreia, “Não me chame de Mãe”, uma obra que mergulha nas diferentes formas de abandono e na maternidade real em tempos de solidão. Publicado pela editora Urutau, o livro traz um olhar sensível sobre a saúde mental feminina, especialmente diante dos desafios enfrentados por mães solo durante a pandemia de Covid-19.

A narrativa acompanha a história de uma jovem mãe sem renda e sem rede de apoio, que precisa cuidar de uma filha recém-diagnosticada no espectro autista. O romance desconstrói a visão romantizada da maternidade ao retratar, de forma crua, a luta diária dessas mulheres que enfrentam o abandono do companheiro e a pressão emocional do isolamento social. Segundo Adriana Moro, “muitas não têm rede de apoio e uma grande parte é abandonada pelo companheiro após o diagnóstico. Nestas situações há um duplo abandono, abandono do outro e o abandono de si.”

O livro destaca ainda dados do Instituto Baresi, que indicam que cerca de 78% a 80% dos pais abandonam filhos com deficiência ou doenças raras antes dos cinco anos de idade. Essa realidade, pouco discutida, é o pano de fundo para um relato que convida à empatia e à reflexão sobre o peso da solidão e do julgamento social sobre as mães solo.

Adriana Moro ressalta que “Não me chame de Mãe” não é uma crítica ao título de se tornar mãe, mas sim “um grito social feminino, que não quer deixar de ser mulher a partir do momento que se torna mãe.” A obra aborda temas como saúde mental feminina, papéis de gênero e a necessidade da retomada do amor e dos cuidados próprios após a maternidade, além de refletir sobre como a sociedade pode auxiliar nesse processo de (des/re)construção.

A autora, que possui vasta experiência no Sistema Único de Saúde, afirma que a escrita do livro foi influenciada por sua vivência profissional e pessoal: “A escrita desse livro é atravessada pelo meu dia a dia e a minha própria maternidade – mesmo eu não sendo uma mãe atípica – e as histórias que já acompanhei. A maioria das cenas são constituídas por elementos reais e a própria personagem principal é uma soma de várias mulheres que já passaram por minha vida, por meus atendimentos.”

Com 144 páginas, o livro está disponível por R$ 52,00 e oferece uma leitura urgente e necessária para compreender as complexidades da maternidade solo e os impactos na saúde mental das mulheres. Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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