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Artigo: O design(er) e a inteligência criativa

*Por Patricia Pereira

É evidente que o mundo está em constante evolução. Porém, a velocidade que esta evolução tem acontecido é incontrolável, e a lição que fica é: soluções antigas não solucionam os problemas novos. O mundo atual apresenta questões cada vez mais complexas e exige respostas novas e urgentes.

Em se tratando de design de produtos, o mundo está sendo “bombardeado” com novas invenções lançadas a cada dia, aos montes no mercado, esperando que elas sejam “pescadas” por consumidores que ainda não sabem se querem esses produtos ou para que eles servem. E é aí que mora o desafio do designer: cativar e vender.

Produtos “similares”, para não chamar de cópias, se proliferam absurdamente no mercado, ocupando cada vez mais e mais as prateleiras e para se destacar, é cada vez mais necessário a diferenciação. E como se diferenciar em um mundo com tantas possibilidades já inventadas e com tantos itens parecidos à disposição?

A resposta é simples e ao mesmo tempo desafiadora: a inteligência criativa pode ser uma ótima saída. Mas, o que de fato seria isso?

Começo por uma definição de criatividade: A criatividade é a capacidade de criar, produzir ou inventar coisas novas, bem como a capacidade de transformar situações e inovar no modo de agir.

E a inteligência? Ela é um conjunto que forma todas as características intelectuais de uma pessoa, ou seja, a capacidade de conhecer, compreender, raciocinar, pensar e interpretar.

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Pessoas consideradas criativas são curiosas e buscam olhar as coisas de forma diferente, buscando oportunidades. É parte do ser humano ser criativo. É essa característica que o faz inventar coisas novas e criar um mundo de possibilidades.

E o que seria a Inteligência Criativa?

Já dizia Albert Einstein: “Criatividade é a inteligência se divertindo”, ela é a capacidade de compreender sobre o pleno funcionamento/objetivo de algo – para que serve, por que existe, qual a sua finalidade –  e então buscar soluções novas que venham a romper os padrões, ou seja, de forma criativa, ou disruptiva, termo que vem sendo empregado largamente em tempos atuais.

A Inteligência Criativa propõe uma nova forma de inteligência e uma nova abordagem da criatividade para resoluções de problemas, criação de novas soluções, visualização de novas possibilidades gerando diferenciação de mercado.

Diferente do que a maioria das pessoas acredita, a inteligência e criatividade podem ser estimuladas.

E então, como desenvolver essa habilidade?

1 – Conecte informações. Tenha várias fontes diferentes sobre uma mesma informação.

2- Compreenda o quadro geral.  Além de contar com dados, é preciso também que você estimule a capacidade de compreender sua visão em relação ao quadro em questão e então consiga buscar novas soluções sob nova perspectiva.

3- Aumente o seu repertório, isto é, refresque suas ideias. Isso facilitará o desenvolvimento de novas habilidades que poderão ajudá-lo a chegar em uma nova solução.

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4- Seja irreverente. Não levar tudo tão a sério é essencial para quem busca soluções criativas. Esteja disposto a assumir riscos e explorar novas direções.

5- Pesquise, anote, desenvolva ideias.

6- Estimule o hábito da observação. Não se prive de perguntar, apreender.

7 – Queira reinventar. Qualquer coisa pode ser reinventada de maneira a melhorar a usabilidade, a eficiência, finalidade, aparência. Ou seja, um mundo de possibilidades para o novo.

8 – Seja um planejador e execute também. Vá além das ideias inovadoras, coloque a mão na massa e faça um plano para o projeto acontecer.

Desafie-se, coloque a cabeça para funcionar, experimente! Se a sua ideia não puder ser aproveitada, no mínimo, você saiu da caixa e conseguiu (ou ao menos tentou), encontrar uma nova solução para um problema, seja ele novo ou não.

* Patricia Pereira é designer formada em Desenho Industrial pela PUCPR, com passagem de destaque por grandes empresas como Whirlpool S.A, Sanifill, Grendene; premiada pela IDEA Brasil (2008) e pela 9° Bienal do Design Gráfico (2009).

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